EUA enviam forças aéreas e navais para sul do Caribe
Esta ação é parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, que já havia manifestado a intenção de utilizar as forças armadas para combater organizações criminosas
Os EUA enviaram forças aéreas e navais para o sul do Caribe para combater cartéis de drogas latino-americanos.
Conforme três pessoas familiarizadas com a decisão disseram à Reuters na quinta-feira, 14 de agosto, as forças militares incluem várias aeronaves de reconhecimento P-8, pelo menos um navio de guerra e um submarino.
“Este envio visa combater a ameaça à segurança nacional dos EUA representada por organizações narcoterroristas especificamente designadas na região”, disse uma das fontes.
Esta ação é parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, que já havia manifestado a intenção de utilizar as forças armadas para combater as organizações criminosas que classificou como terroristas globais.
A previsão é que as unidades operem em águas e espaço aéreo internacionais por vários meses. O presidente dos EUA, Donald Trump, designou o Cartel Mexicano de Sinaloa e a gangue venezuelana Tren de Aragua como organizações terroristas globais em fevereiro.
Trump também ofereceu apoio militar ao governo mexicano para enfrentar o tráfico de drogas, proposta que foi prontamente rejeitada pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que reafirmou que seu país nunca aceitará a presença das forças armadas dos EUA em seu território.
Especialistas jurídicos levantam preocupações sobre a legalidade das ações militares contra os cartéis.
Brian Finucane, conselheiro sênior do International Crisis Group e ex-assessor jurídico do Departamento de Estado, alertou que ataques unilaterais por meio de drones em outro país podem infringir a carta das Nações Unidas e até mesmo as leis norte-americanas sobre assassinatos. Ele também questionou a autoridade para detenções fora do sistema penal civil.
Brandon Buck, pesquisador do Cato Institute em política externa, acrescentou que a administração Trump encontra-se em uma posição juridicamente delicada ao considerar ações unilaterais no México.
Diferentemente dos conflitos prolongados no Oriente Médio, onde presidentes anteriores invocaram autorizações para uso da força militar, tal base legal não existe para operações no México.
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