“Leis e likes”: o encontro de Moraes com influenciadores digitais
“Nós precisamos aprender a nos comunicar melhor, e precisamos aprender a nos comunicar melhor via redes sociais”, declarou o ministro Alexandre de Moraes
Na segunda edição do evento “Leis e likes: o papel do Judiciário e a influência digital” – que ocorreu também no ano passado e tem por objetivo tentar aproximar o Judiciário da sociedade – o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfatizou a necessidade de uma comunicação mais eficaz da Corte, especialmente nas plataformas digitais.
O encontro foi realizado na manhã desta quinta-feira, 14 de agosto, e 26 influenciadores digitais foram convidados a participar de discussões e atividades nas dependências do Tribunal.
“Nós não sabemos nos comunicar bem. Primeiro que 80% das pessoas dormem enquanto a gente vota. Das 20% que ficam acordadas, 10% não entendem, e as outras 10% não concordam. Então, é uma dificuldade”, disse o ministro Alexandre de Moraes, justificando a importância do encontro.
“Nós precisamos aprender a nos comunicar melhor, e precisamos aprender a nos comunicar melhor via redes sociais”, insistiu o ministro
Durante a roda de conversa, os influenciadores levantaram questões sobre os desafios enfrentados na luta contra a desinformação e solicitaram esclarecimentos sobre as críticas dirigidas ao Supremo em relação às decisões monocráticas e à rapidez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi julgado em comparação a casos como o das fraudes no INSS.
Em sua resposta, Moraes explicou que todas as decisões monocráticas significativas são submetidas ao referendo das turmas ou do plenário do Tribunal. “Ou colocamos as decisões relevantes para referendo ou as interlocutórias podem ser contestadas”, declarou.
Quanto à alegação de que o julgamento de Bolsonaro foi anormalmente rápido, Moraes argumentou que ações penais exigem agilidade quando há réus em prisão e que os prazos processuais continuam válidos mesmo durante os recessos do Judiciário.
Ele também fez uma comparação entre o tempo de investigação da tentativa de golpe e o escândalo do INSS, esclarecendo que a primeira começou há aproximadamente dois anos, enquanto o segundo foi revelado apenas em abril.
Além disso, o ministro ressaltou que não é o relator dos casos relacionados às fraudes no INSS, tarefa que cabe ao ministro Dias Toffoli. “Eu não sou o relator de tudo no mundo. Gostaria até de ser, mas não sou”, ironizou o ministro.
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Comentários (1)
Eliane ☆
14.08.2025 15:50O ministro do STF com influenciadores digitais. É o fim da picada.