Polícia de SP identifica mais de 700 vítimas de exploração sexual infantil na internet
Operação NIX investiga grupo que vendia pornografia infantil online; Vítima mais nova tinha 7 anos
A Polícia Civil de São Paulo identificou pelo menos 700 vítimas de exploração sexual infantil no Brasil, que tiveram imagens compartilhadas em plataformas digitais.
O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), especializado em crimes cibernético.
De acordo com as investigações, a vítima mais nova tinha apenas 7 anos.
“Eles realizam inúmeros crimes virtuais, e aí nós temos estupros virtuais, automutilações, maus tratos de animais e até induzimento ou instigação para que crianças e adolescentes tirem a própria vida”, disse a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do NOAD.
“Nós temos mais de 700 vítimas em todo o país e somente no estado de São Paulo, mais de 300 vítimas, o que muito nos assusta. Muito embora também a gente trabalhe com uma subnotificação, porque os pais não sabem, não conhecem esse universo digital. Então é muito importante que, assim que tomarem conhecimento, que os pais procurem uma unidade policial, registrem os fatos para que a gente possa investigar”, acrescentou.
A terceira fase da operação “NIX – Oculus Legis” cumpriu nesta segunda-feira, 11, dois mandados de prisão, três de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão em São Paulo, Pernambuco, Paraná e Paraíba.
Além dos crimes de exploração sexual infantil, os alvos desta fase também são investigados por invasão de sites governamentais e inserção de dados falsos.
Um dos apreendidos é um adolescente de 14 anos, detido pela terceira vez, em Pernambuco.
Segundo o NOAD, o grupo agia como organização criminosa, comercializando pornografia infantil em plataformas digitais.
O inquérito também investiga os suspeitos por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
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