Trump considera encontro com Zelensky no Alasca
Presidente dos EUA já havia confirmado reunião com Putin na próxima sexta-feira
Um alto funcionário da Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a receber o líder ucraniano Volodymyr Zelensky nas negociações de paz que pretende realizar com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca, na próxima sexta-feira, 15. Ele confirmou que a possibilidade está em discussão, mas ressaltou que, até o momento, o encontro segue planejado como uma reunião bilateral entre Trump e Putin, a pedido do líder russo.
“Todos estão muito esperançosos de que isso aconteça”, disse o funcionário, segundo a NBC News e replicado pela Reuters.
Trump já havia indicado que poderia começar as conversas apenas com Putin, mas agora afirma ver “uma chance” de promover uma cúpula trilateral.
Reação de Zelensky
O presidente da Ucrânia reagiu de forma crítica à exclusão de seu país da agenda.
Em publicação no X, Zelensky afirmou que o encontro marcado para o Alasca está “muito longe desta guerra” e que qualquer acordo sem Kiev será uma “decisão morta”.
Ele também rejeitou a possibilidade de ceder territórios à Rússia e afirmou que a Constituição ucraniana não permite concessões desse tipo.
“O que os russos ainda impõem é a ideia de ‘trocar’ território ucraniano por território ucraniano, com consequências que garantem nada além de posições mais convenientes para retomarem a guerra”, afirmou.
Apoio europeu à Ucrânia
Em meio à preparação do encontro no Alasca, líderes do Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Polônia, Finlândia e da Comissão Europeia divulgaram uma declaração conjunta neste sábado, 9, reforçando que “o caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia”.
O documento também afirma que “as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força” e reafirma o apoio diplomático, militar e financeiro a Kyiv.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “o futuro da Ucrânia não pode ser decidido sem os ucranianos” e que a segurança europeia está diretamente ligada ao desfecho do conflito.
Proposta de Putin
Segundo o Wall Street Journal, Putin apresentou uma proposta para encerrar a guerra em troca do controle da região de Donbass e da manutenção da Península da Crimeia sob domínio russo.
A ideia foi discutida em Moscou com Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e gerou forte rejeição de autoridades ucranianas e europeias.
Trump chegou a sugerir que “haverá alguma troca de territórios” para um possível acordo, o que provocou reação imediata de Zelensky:
“Não vamos recompensar a Rússia pelo que ela perpetrou. Qualquer decisão sem a Ucrânia é uma decisão contra a paz.”
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