PF investiga advogada por saques não autorizados de FGTS de jogadores
Joana Prado é suspeita de sacar R$ 7,7 milhões em FGTS de jogadores e do técnico Oswaldo de Oliveira sem autorização
A Polícia Federal investiga a advogada Joana Prado de Oliveira por suspeita de saques não autorizados de FGTS de jogadores de futebol e do técnico Oswaldo de Oliveira. Os valores movimentados em sete contas somam R$ 7,7 milhões desde 2022. Os atletas afirmam que não autorizaram os saques.
Entre os jogadores afetados, apenas Juninho, ex-Botafogo, confirmou ter autorizado um saque, mas afirmou que a advogada não o informou sobre a retirada e não repassou o dinheiro. Já o técnico Oswaldo de Oliveira, que comandou clubes como Flamengo e Vasco, afirma ter prejuízo estimado em R$ 3,1 milhões.
“Eu estou sem trabalhar há 6 anos. Eu tenho economias, mas são perenes e eu preciso do meu dinheiro, que eu trabalhei, para sobreviver. Minha sobrevivência depende do que eu plantei, do que eu trabalhei em 50 anos de carreira, né?”, disse Oswaldo ao G1.
Ele também relatou ter perdido cerca de R$ 2,3 milhões em indenizações trabalhistas contra Corinthians e Fluminense, que a advogada assinou acordo para devolver, mas não cumpriu.
Documentos apresentados ao G1 apontam que foram realizados dez saques do FGTS de Oswaldo, totalizando R$ 589,1 mil. Parte desse valor corresponde ao período em que trabalhou no Vasco. A quantia foi transferida da Caixa Econômica Federal para uma conta em nome da advogada. Os saques envolveriam depósitos feitos por clubes como Atlético-MG, Corinthians, Flamengo e Santos.
Joana Prado afirmou em nota ter sido vítima de um golpe e enfrenta dificuldades financeiras. Disse ainda ter registrado notícia-crime na Polícia Federal e que já toma providências para reparar os danos.
“Não houve má-fé ou intenção de causar prejuízos”, disse a advogada.
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