Corregedor espera concluir parecer sobre deputados do motim até quarta
Denúncias foram encaminhadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e envolvem ao menos 14 deputados
O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), corregedor da Câmara dos Deputados, afirmou que pretende concluir até a próxima quarta-feira, 13, o parecer sobre o caso dos parlamentares que ocuparam a mesa diretora da Casa nesta semana. Após essa etapa, o parecer será enviado para análise do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que poderá aplicar as punições cabíveis.
As denúncias foram encaminhadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e envolvem 14 deputados dos partidos PL, PP e Novo.
Entre os nomes citados estão: Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
Há possibilidade de que a lista aumente, já que uma das petições pede investigação de todos os envolvidos no tumulto.
O motim ocorreu em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e durou mais de 24 horas, causando paralisação dos trabalhos legislativos.
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Processo segue para análise
Oficialmente, a Corregedoria ainda não recebeu as denúncias, o que deve acontecer na próxima segunda-feira, 11.
A partir do recebimento formal, Diego Coronel terá um prazo de 48 horas para apresentar manifestação sobre pedidos de suspensão e cassação dos parlamentares.
Na fase inicial, o corregedor fará uma análise preliminar para decidir se concorda com a aplicação de um rito sumário que pode suspender deputados antes mesmo do julgamento no Conselho de Ética.
As conclusões serão submetidas à Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta e composta por mais seis deputados, que recomendará formalmente a suspensão imediata, se for o caso.
O encaminhamento diferenciado da Mesa indica divergências internas sobre a punição aos parlamentares envolvidos. Em alguns casos, como os de André Janones (Avante-MG) e Gilvan da Federal (PL-ES), a Mesa decidiu recomendar afastamento direto ao Conselho de Ética, sem passar pela Corregedoria.
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Comentários (1)
Fabio B
09.08.2025 15:58Nem vale a pena mencionar a produção parlamentar medíocre desses palhaços, pois só isso já seria elogio. Mas o que realmente me espanta é a absoluta falta de capacidade intelectual dessa fauna que ocupa cadeiras no Congresso. É difícil acreditar que qualquer um desses energúmenos aí nesse espetáculo possua um QI que ultrapasse os 80. Essa horda de acéfalos, cuja principal atividade é alimentar seus stories nas redes sociais, não teria competência nem para limpar um banheiro público. E, no entanto, são justamente eles os escolhidos para criar as regras que todos nós, que realmente trabalhamos, somos obrigados a seguir.