Crusoé: Fome persistente
Narrativas omitem interceptações do Hamas à ajuda humanitária destinada a civis em Gaza
A despeito das narrativas de Israel ou dos palestinos, as imagens que circulam nas redes sociais com crianças e famílias desesperadas por comida na Faixa de Gaza evidenciam a existência de uma crise humanitária de grandes proporções.
A responsabilidade é compartilhada. De um lado, o grupo terrorista Hamas impede ou atrapalha a entrega humanitária de comida para a população, para privilegiar a alimentação dos terroristas. De outro, o governo israelense não tem se mostrado disposto a instalar uma nova autoridade para gerir o território, o que não tem permitido avanços.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (Unops), 88% dos caminhões com ajuda humanitária enviados à Faixa de Gaza em maio foram saqueados por grupos terroristas antes de chegarem ao destino final.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram vídeos que mostram terroristas se alimentando com todos os alimentos necessários em túneis subterrâneos, em contraste com o sofrimento da população nas ruas de Gaza.
“Eu entendo o impacto que essas imagens têm. É desesperador ver crianças implorando por comida. Eu sei. Eu também sinto isso. Mas essa guerra em Gaza não é contra o povo palestino. É contra uma organização terrorista que quer destruir Israel. Sim, o preço que a população de Gaza está pagando é altíssimo. Muito, muito alto. Mas Israel faz esforços todos os dias para minimizar o sofrimento dos civis em Gaza”, disse o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel nascido no Brasil.
Logística sob risco
O envio de ajuda humanitária à Gaza envolve uma complexa rede de fatores logísticos, diplomáticos e de segurança.
O principal desafio, segundo Israel, é garantir que os suprimentos não caiam nas mãos do Hamas.
Todas as cargas que entram no território palestino são previamente inspecionadas pelas autoridades israelenses, o que atrasa a chegada para os civis.
“Esses recursos acabam abastecendo a infraestrutura militar do grupo, que utiliza civis como escudo humano e transforma hospitais, escolas e depósitos em alvos militares“, diz o representante do Fórum das Famílias dos sequestrados e desaparecidos para o Brasil, Rafael Azamor.
Há denúncias de venda de produtos de ajuda humanitária em mercados locais, especialmente em bairros controlados pelo Hamas.
Os alimentos básicos, como arroz e latas de conserva, chegam com etiquetas da ONU ou de ONGs, mas são vendidos a preços…
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