Defesa de ex-assessor de Bolsonaro cobra STF por demora e reforça pedido de soltura
Marcelo Câmara é investigado por suposta participação em articulações para um golpe de Estado após as eleições de 2022
A defesa de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro (PL), reiterou nesta quarta-feira, 6, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja julgado o recurso que contesta sua prisão preventiva. A petição é dirigida ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o advogado Luiz Eduardo Kuntz, o agravo regimental, apresentado em 23 de junho, está há mais de 40 dias sem qualquer manifestação da Corte, o que configuraria, segundo ele, “grave e odioso constrangimento ilegal”. O defensor afirma que a prisão de Câmara é “desprovida de fundamentação atual” e que o acusado não descumpriu medidas cautelares anteriormente impostas.
“Conforme amplamente exposto nos autos, a decretação da prisão preventiva do Peticionário, ora Agravante, fundamentou-se equivocadamente no suposto descumprimento de medidas cautelares, notadamente, a proibição de utilização de redes sociais e de contato com os demais investigados”, disse a defesa de Câmara.
“Nesta senda, esta i. Defesa já havia destacado na interposição que os contatos estabelecidos entre o advogado subscritor e o coimputado MAURO CÉSAR BARBOSA CID ocorreram e foram finalizados em março de 2024, ou seja, em datas pretéritas à decisão de 16 de maio de 2024 que impôs as referidas medidas cautelares ao Agravante”, acrescentou a defesa de Câmara.
Marcelo Câmara foi preso preventivamente em 18 de junho por ordem do ministro.
Segundo o magistrado, ao tentar obter informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, Câmara oferecia risco às investigações sobre a ação que julga a tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido no país entre 2022 e 2023.
Câmara integra o chamado “núcleo 2” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado. O grupo é formado por mais cinco réus também e é acusado de elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar Alexandre de Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)