Atenção a esses sintomas, eles podem dar indícios de EM com 10 anos de antecedência
A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central, impactando cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo todo.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central, impactando cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo todo.
Recentemente, estudos revelaram que sinais sutis de problemas de saúde mental podem ser indicadores precoces dessa condição, podendo surgir mais de uma década antes dos sintomas físicos mais debilitantes se manifestarem.
Essa descoberta pode reformular a forma como compreendemos o início e a progressão da esclerose múltipla.
Quais são os primeiros sinais de esclerose múltipla?
Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, liderados pela epidemiologista Marta Ruiz-Algueró, analisaram a saúde de 2.038 pacientes diagnosticados com esclerose múltipla e os compararam com 10.182 indivíduos sem a doença.
Os resultados mostraram que aqueles que desenvolveram EM apresentaram sintomas como fadiga, dor de cabeça, tonturas, ansiedade e depressão com mais frequência que a população geral.
Esses sinais apareceram até 15 anos antes dos sintomas clássicos serem oficialmente detectados.
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Por que os problemas de saúde mental são considerados um indício precoce?
Os sinais de saúde mental, apesar de serem comuns na população em geral, podem estar entre os primeiros indicadores da esclerose múltipla.
Isso sugere que a fase inicial da doença, conhecida como fase prodromal, pode ser complexa, com mudanças sutis ocorrendo antes da manifestação plena da EM.
Além disso, cerca de 8 a 9 anos antes do diagnóstico oficial, houve um aumento nas consultas a neurologistas e oftalmologistas, seguido por um aumento nos sintomas físicos à medida que o diagnóstico se aproximava.
Como a esclerose múltipla afeta o corpo?
A EM é caracterizada pelo ataque do sistema imunológico à bainha de mielina, a camada protetora dos nervos.
Este ataque errôneo pode provocar dor, perda de sensação e função motora comprometida em várias partes do corpo, à medida que a comunicação entre o cérebro e o corpo é afetada.
Outros sintomas frequentes incluem fadiga, problemas de visão e disfunção cognitiva. Apesar de infecções virais e bacterianas estarem associadas ao desencadeamento da doença, bem como fatores genéticos, as causas exatas dessa desregulação imunológica ainda não são totalmente compreendidas.

Quais são as implicações dos recentes achados para o futuro?
Compreender os sintomas precoces da esclerose múltipla, especialmente os problemas de saúde mental, pode revolucionar as estratégias de detecção e intervenção precoce.
Anteriormente, a presença de anticorpos específicos no sangue também foi identificada anos antes dos sintomas característicos surgirem.
Estudos como este ampliam a linha temporal do surgimento dos indícios, o que pode facilitar abordagens proativas de tratamento e monitoramento da doença, permitindo melhor qualidade de vida para os afetados.
Essas descobertas, publicadas na JAMA, oferecem uma nova perspectiva sobre quando e como começam a aparecer os sinais iniciais da esclerose múltipla.
A investigação e o monitoramento contínuos desses indicativos poderão levar a desenvolvimentos críticos na prevenção e no tratamento dessa desafiadora condição autoimune.
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