Netanyahu se diz “profundamente chocado” com vídeos de reféns
Primeiro-ministro israelense se reuniu com famílias após divulgação de imagens divulgadas pelo Hamas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (foto), afirmou estar “profundamente chocado” com os vídeos divulgados pelo Hamas e pela Jihad Islâmica que mostram dois reféns israelenses visivelmente desnutridos.
As gravações, publicadas ao longo dos últimos dias, mostram Rom Braslavski e Evyatar David, de 24 anos — ambos capturados durante os ataques de 7 de outubro de 2023. As imagens geraram forte comoção em Israel e no mundo.
Em nota divulgada na noite de sábado, o gabinete de Netanyahu afirmou que ele se reuniu com as famílias dos dois reféns.
“O primeiro-ministro expressou sua profunda consternação pelas imagens divulgadas pelas organizações terroristas e declarou às famílias que os esforços para recuperar todos os nossos reféns continuam.”
No sábado, dezenas de milhares de pessoas participaram de um protesto em Tel Aviv para cobrar do governo mais empenho na libertação dos sequestrados.
As imagens divulgadas mostram Braslavski e David debilitados. Em um dos vídeos mais chocantes, David aparece cavando o que afirma ser sua própria cova — uma encenação feita sob coação dos terroristas.
Durante suas conversas com os familiares dos reféns, Netanyahu acusou o Hamas de manter os sequestrados “deliberadamente” famintos.
“Imagens demonstram barbárie do Hamas”
A União Europeia também condenou as imagens neste domingo, 3, e voltou a exigir a libertação imediata de todos os sequestrados ainda mantidos em Gaza.
A presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, descreveu os vídeos como “terríveis” e afirmou que eles “expõem a barbárie do Hamas”.
Ela pediu a libertação de “todos os reféns… imediatamente e sem condições” e acrescentou:
“Hamas deve se desarmar e encerrar seu governo em Gaza”. As declarações foram feitas em uma publicação no X.
Israel mantém ofensiva
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, tenente-general Eyal Zamir, afirmou neste sábado que, sem acordo para a libertação dos reféns, a ofensiva militar continuará.
“Acredito que, nos próximos dias, saberemos se conseguiremos alcançar um acordo para a libertação dos nossos reféns”, disse Zamir em visita à Faixa de Gaza.
“A guerra continua e vamos adaptá-la à realidade que sofre alterações de acordo com nossos interesses”, acrescentou.
Segundo dados oficiais israelenses, o ataque de 7 de outubro matou 1.219 pessoas, em sua maioria civis. No total, 251 pessoas foram sequestradas na ocasião.
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