Trump anuncia acordo tarifário de 15% com a Coreia do Sul
Segundo o presidente americano, o país asiático fará investimentos de US$ 350 bilhões nos EUA
O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 30, um acordo comercial com a Coreia do Sul com uma tarifa de 15% sobre as exportações para os Estados Unidos.
“Também foi acordado que a Coreia do Sul estará TOTALMENTE ABERTA AO COMÉRCIO com os Estados Unidos e aceitará produtos americanos, incluindo carros e caminhões, produtos agrícolas, etc”, escreveu em sua rede Truth Social.
Segundo Trump, os EUA não pagarão “nenhuma tarifa” e que a Coreia do Sul se comprometeu a comprar US$ 100 bilhões em gás natural liquefeito e outros produtos energéticos americanos.
O presidente sul-corenao, Lee Jae Myung, afirmou que o acordo coloca o seu país em pé de igualdade ou melhor do que outros parceiros comerciais.
Ele ressaltou que os países concordaram com a criação de um fundo de investimento de US$ 350 bilhões, sendo US$ 150 bilhões alocados para uma parceria de construção naval.
Tarifaço contra o Brasil
Trump também divulgou nesta quarta, 30, os detalhes do tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros.
“Todos os produtos classificados nas subposições de 8 dígitos da Tabela Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos (HTSUS) listadas neste Anexo não são abrangidos pela ação. As descrições dos produtos contidas neste Anexo são fornecidas apenas para fins informativos e não se destinam a delimitar de forma alguma o escopo da ação“, diz a introdução do Anexo I divulgado pela Casa Branca.
A longa lista dos produtos isentos da taxa inclui quinze categorias e centenas de produtos:
- Componentes de aviação civil
- Castanhas brasileiras
- Polpa de laranja
- Suco de laranja
- Minério de ferro
- Carvão
- Petróleo
- Óleo de motor
- Lubrificantes
- Gás natural
- Cera de parafina
- Energia elétrica
- Fertilizantes químicos e minerais
- Tubos de plástico flexíveis
- Pneus
- Madeira
- Papel
Para mais informações, acesse o documento original da Casa Branca aqui:
“Como presidente dos Estados Unidos, meu maior dever é proteger a segurança nacional, a política externa e a economia deste país. Políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil ameaçam a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos. Membros do Governo do Brasil tomaram medidas que interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos, violam direitos humanos e minam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas. Membros do governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, o que está contribuindo para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos”, escreveu Trump no início do decreto.
Leia mais: O que ficou de fora do tarifaço de Trump
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