Japão rebaixa alertas de tsunami no sul e no leste
Os alertas permanecem em nível máximo para partes da província de Hokkaido e da região de Tohoku
A Agência Meteorológica do Japão revisou nesta quarta-feira, 30, os alertas de tsunami para diversas áreas no sul e no leste do país.
Com isso, eles foram transformados em avisos.
Contudo, os alertas permanecem em nível máximo para partes da província de Hokkaido e da região de Tohoku.
A recomendação das autoridades japonesas é que a população tenha cautela até que todos os alertas sejam suspensos.
Tsunami no Japão
No Japão, pelo menos três ondas de tsunami foram registradas depois do terremoto na costa da Rússia.
A maior delas, segundo as autoridades japonesas, foi de 1,3 metro.
Ao menos 2 milhões de pessoas receberem ordens de evacuação no Japão.
Por segurança, os trabalhadores evacuaram a usina nuclear de Fukushima, centro de um desastre radioativo após o tsunami de 2011.
A montadora Nissan Motor também suspendeu as operações em algumas fábricas no país.
O transporte ferroviário, rodoviário e aéreo também foi interrompido ao longo da costa.
As praias foram fechadas.
O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, prometeu adotar todas as medidas possíveis para garantir a segurança da população.
“Enquanto o alerta de tsunami permanece em vigor, o governo realizou uma reunião com diretores-gerais dos ministérios e agências relevantes para fortalecer a cooperação na coleta de informações, orientação de evacuação e gestão de abrigos. Continuaremos a realizar com empenho todos os esforços para compreender a situação e evitar danos”, disse.
Terremoto de magnitude 8,8
Um terremoto de magnitude 8,8 foi registrado na terça-feira, 29, na costa da Rússia. O tremor foi o mais forte na região desde 1952, de acordo com o Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências.
O epicentro, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi a 125 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade de 165 mil habitantes na Península de Kamtchatka, extremo leste russo.
O terremoto provocou ondas perigosas na própria Península de Kamtchatka e também no Japão.
Ondas de quase meio metro foram registradas na Califórnia.
Ondas menores atingiram a província canadense da Colúmbia Britânica.
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