Moraes autoriza militar preso a visitar sogra no hospital
Defesa do 'Kid preto' Rafael Martins de Oliveira apresentou laudo médico que aponta estado terminal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 28, que o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, atualmente em prisão prisão preventiva, visita a sogra internada em estado terminal no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.
No pedido, a defesa do militar ‘Kid preto’ informou que a sogra sofre de “neoplasia de estômago” e apresentou um laudo assinado pela médica oncologista responsável pelo tratamento da mulher.
Moraes permitiu a visita de Oliveira, mas determinou que o réu deve ser “devidamente escoltado pelo Batalhão de Polícia do Exército” e que a ida deve ser autorizada “desde que atendidas as normas regulamentares do batalhão em que estiver recolhido”.
Rafael Martins de Oliveira é réu no núcleo 3 do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo a Polícia Federal (PF), ele é suspeito de participar do plano ‘Punhal Verde e Amarelo’, cuja intenção era assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes.
A prisão preventiva de Oliveira foi decretada pelo ministro do STF em novembro do ano passado.
Pressão
O coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos confirmou nesta segunda-feira, 28, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que recebeu ordens de seu superior no Centro de Inteligência do Exército (CIE) para repassar a chamada ‘Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro’.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o documento buscava pressionar o alto escalão do Exército a aderir à trama golpista. A denúncia assinada pelo PGR, Paulo Gonet, inclui conversas anexas em que mostra Bastos compartilhando a carta com outros integrantes das forças especiais.
“O coronel De La Vega sabia que a turma de 1997, da qual eu fiz parte, estava preparando algum tipo de manifesto. Ele pediu que fizéssemos contato com esse documento e encaminhássemos para ele. Eu não fazia parte do grupo, mas o Correa Netto, sim, então eu pedi para ele me encaminhar o documento. Quando isso aconteceu, na segunda pela manhã, eu entreguei uma cópia em mãos para o general”, disse, durante o interrogatório.
O militar, que integra as Forças Especiais do Exército, conhecidas como “kids preto”, é réu no núcleo 3 da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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