Nunes minimiza reclamações de vereadores de SP sobre vetos
Ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, o prefeito de São Paulo vetou 127 propostas
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), minimizou as reclamações dos vereadores da capital paulista sobre os vetos a 127 propostas que fez ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026.
“Eles sabem que na Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO] não é para colocar os pontos que foram vetados”, disse Nunes à Folha de S.Paulo.
Segundo o prefeito, a relação com os vereadores está tranquila.
Os vetos de Nunes
Ao sancionar a LDO, Ricardo Nunes vetou 127 itens propostos pelos vereadores da cidade, como a construção de hospitais, do CEU Pedreira, de 5 mil moradias para realocar famílias que residem em áreas de alagamento no Jardim Pantanal e a reforma do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM).
Em carta enviada ao presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), o prefeito alegou que os vetos seguiram orientação da área técnica da Secretaria de Planejamento e Eficiência (Seplan).
“A inclusão desse rol extenso de ações específicas não é compatível com o propósito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), e não detalhar ações concretas do governo”, disse.
Conforme a carta, as 127 propostas não têm ‘qualquer dimensionamento financeiro’ e poderiam comprometer o planejamento fiscal para o ano que vem.
Base insatisfeita
A base de apoio de Ricardo Nunes na Câmara Municipal não gostou dos vetos.
“Líder, o prefeito, ao que parece, vetou todas as nossas emendas. Complicado confiar assim”, disse a vereadora Janaina Paschoal (PP) em mensagem direcionada ao líder do governo, Fábio Riva (MDB), pelo WhastApp.
Janaina é autora de duas propostas vetadas por Nunes na LDO.
À Folha, ela classificou os vetos como ‘ruins’.
“Primeiro, a própria LDO já confere ao prefeito autonomia para abrir créditos suplementares, sem aval da Câmara. Em segundo lugar, pelo fato de o pouco de participação dos vereadores ter ocorrido justamente por meio das emendas que foram vetadas”, afirmou.
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