Argentina fecha acordo com FMI para receber US$ 2 bilhões
Revisão do programa sinaliza apoio do fundo ao presidente Javier Milei antes das eleições intermediárias de outubro
A Argentina chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a primeira revisão do programa de US$ 20 bilhões.
A medida, que ainda depende da aprovação do conselho executivo, prevê US$ 2 bilhões desembolsados pelo FMI para Argentina, antes das eleições intermediárias de outubro.
A votação do colegiado está prevista para ocorrer ainda em julho.
Essa é a primeira revisão do programa firmado em abril, que liberou de forma antecipada uma quantia excepcional de US$ 12 bilhões ao governo argentino.
Nos termos cambiais, a Argentina o país relaxou de forma significativa os controles cambiais e de capital, vigentes desde 2019 em diferentes graus.
No momento, o peso argentino flutua em uma banda-alvo e os os cidadãos podem comprar dólares sem restrições.
As empresas, por sua vez, podem enviar ao exterior dividendos obtidos em 2025, mas ainda são impedidas de comprar dólares à taxa de câmbio oficial, enquanto os pagamentos de dividendos de anos anteriores permanecem retidos no país.
Apesar das dificuldades iniciais em acumular reservas em moeda estrangeira, o governo Milei usou principalmente vendas de títulos e acordos de recompra com bancos internacionais para reforçar as reservas.
O Tesouro também passou a comprar dólares, em decorrência do superávit fiscal.
Analistas consultados pelo Banco Central argentino apontam que a economia do país deve crescer 5% este ano, após dois anos de recessão.
A inflação mensal em maio foi a mais baixa desde a pandemia, com leve aceleração registrada em junho.
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Comentários (1)
Fabio B
25.07.2025 09:16O Brasil tinha acordos com o FMI, juros baixíssimos a perder de prazo, mas o Lula para bravatear que "pagou a divida externa", trocou esses juros baixíssimos a perder de vistas por juros altíssimos a médio prazo para o oligopólio bilionário de bancos brasileiros.