Congresso na USP promove diálogo sobre saúde mental e neurodiversidade
Evento internacional reúne especialistas para moldar o futuro do cuidado e da inovação inclusiva
A Universidade de São Paulo (USP) sediará, entre os dias 4 e 8 de agosto, o II Encontro Internacional de Informação e Saúde: Neurodiversidade (EIS:N).
Realizado de forma totalmente virtual, o congresso busca aprofundar a discussão sobre a inclusão, os avanços tecnológicos e as práticas de cuidado em saúde mental dedicadas à população neurodivergente, que abrange indivíduos com autismo, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dislexia e outras condições.
O evento é organizado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e faz parte da programação do XI Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação (TOI2025), com emissão de certificados aos participantes e inscrições já disponíveis.
O principal propósito do EIS:N é ampliar o conhecimento e impulsionar o desenvolvimento de soluções fundamentadas em evidências para um atendimento que respeite as particularidades da neurodiversidade, reforçando o compromisso social da universidade com a inovação responsável e a inclusão.
Com uma abordagem interdisciplinar, o encontro agrega uma vasta gama de participantes, incluindo pesquisadores renomados, profissionais da área da saúde, educadores, desenvolvedores, ativistas e, de forma central, pessoas neurodivergentes de diversas nações.
Inovação e perspectivas do cuidado neurodiverso
Idealizador do EIS:N, Gabriel Cirino, neuropsicanalista computacional e doutorando em Ciência da Informação na ECA, expressa a ambição do congresso como um convite coletivo para transformar experiências desafiadoras em dados, o silêncio em um sistema de apoio e a exclusão em um modelo de cuidado.
Cirino afirma que, no evento, “reunimos ciência, tecnologia e humanidade para redesenhar o futuro da saúde mental a partir da escuta ativa das pessoas neurodivergentes. A Universidade precisa ser território de travessia, onde informação vira inclusão, e inovação nasce do encontro”.
A organização do evento é liderada pela startup Braine – Brazilian AI for Neurodiversity, incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec). A Braine é conhecida por seu trabalho no diagnóstico e acompanhamento do autismo com o suporte da inteligência artificial.
O Observatório do Mercado de Trabalho do Profissional da Informação na Era Digital (CNPq/ECA) também atua como parceiro, junto a colaborações científicas internacionais de instituições como o Citcem da Universidade do Porto (Portugal) e o Laboratório de Tecnologias Intelectuais (LTI) da Universidade Federal da Paraíba.
Bruna Scheffelmeier, uma das organizadoras, ressalta a importância do evento: “Nossa missão é ampliar o acesso ao conhecimento e acelerar soluções baseadas em evidências para o cuidado neurodiverso, reforçando o compromisso social da Universidade com inovação responsável e inclusiva”.
A programação detalhada abrange temas como arquiteturas cognitivas, práticas lúdicas e narrativas subjetivas, ecossistemas informacionais, linguagens de cuidado e a ética dos algoritmos no cuidado mental.
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