“Injustificável e inadmissível”, diz Temer sobre revogação de vistos dos ministros do STF
Ex-presidente disse estar "entristecido" com tarifaço anunciado pelos EUA, mas defendeu diálogo institucional
O ex-presidente Michel Temer divulgou nesta quarta-feira, 23, um vídeo em que classifica como “injustificável” e “inadmissível” a decisão dos Estados Unidos de revogar os vistos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Temer também lamentou o tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros e defendeu a “pacificação do país”.
“E tudo isso deve começar dentro de casa, para depois atravessar fronteiras. Digo isso, profundamente entristecido com a taxação despropositada impostas aos nossos produtos e pela lamentável eliminação de vistos dos ministros da Suprema Corte, o que é injustificável e inadmissível”, diz trecho.
Para o ex-presidente, as medidas do governo americano não se resolvem com “bravatas, com ameaças, com retruques, com agressões.”
“O bom senso e o cálculo estratégico devem prevalecer sem jamais partir para um confronto que transforme a situação em uma espécie de briga de rua de brasileiros contra brasileiros, de país contra país“, afirma.
O Antagonista transcreve a íntegra do discurso de Temer divulgado no X:
“Ao longo do tempo, sempre pregamos a pacificação do país. Em momentos em que nada parece estar favorável, em que tudo parece se distanciar de uma solução de estarmos debaixo de uma tempestade. É hora de procurar abrigo no porto seguro do diálogo. Na turbulência, mais do que nunca, é que devemos buscar entendimento, construir consensos, buscar convergências, buscar união. Respirar respeito. É isso que mantém a democracia viva e um país soberano.
E tudo isso deve começar dentro de casa, para depois atravessar fronteiras. Digo isso, profundamente entristecido com a taxação despropositada impostas aos nossos produtos e pela lamentável eliminação de vistos dos ministros da Suprema Corte, o que é injustificável e inadmissível.
São inadequações que não se resolvem, contudo, com bravatas, com ameaças, com retruques, com agressões. Resolve-se pelo diálogo que se faz entre nações, especialmente nações parceiras. E o diálogo se faz pelos mais variados meios, pela diplomacia tradicional, pelo contato dos legislativos e, naturalmente, pela interlocução entre os chefes dos respectivos governos.
É difícil? No caso, pode ser. Mas não pode deixar de ser tentado. Vivemos um momento em que a ação responsável e a experiência não podem ser esquecidas, devem ser praticadas. Em momentos sombrios, sejamos sóbrios. O bom senso e o cálculo estratégico devem prevalecer sem jamais partir para um confronto que transforme a situação em uma espécie de briga de rua de brasileiros contra brasileiros, de país contra país.
Devemos agir e reagir como uma ação livre e soberana que somos. Sem excessos, de ambas as partes, e sempre rigorosamente guiados pelos tratados internacionais e pela nossa Constituição.
É o que eu desejo. Obrigado e um mundo melhor para todos.”
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Comentários (2)
Ana Maria
23.07.2025 23:08Inadmite entao, Temer
Marian
23.07.2025 20:53E a OTAN, senhor? 100%. Podemos também ter contratos de exportação revistos ... Coisa de países vulneráveis economicamente.