Ucrânia e Rússia se reunirão novamente em Istambul
"A agenda está definida: a devolução dos prisioneiros de guerra, o retorno das crianças sequestradas pela Rússia e a organização de um encontro entre os chefes de Estado", declarou Zelensky
Ucrânia e Rússia devem se reunir na próxima quarta-feira, 23 de julho, em Istambul para retomar as negociações diretas, pela terceira vez, conforme anunciado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
No entanto, Zelensky deixou claro que a pauta do encontro não incluirá discussões sobre uma trégua ou o fim das hostilidades.
Durante uma reunião com diplomatas ucranianos, ele enfatizou que os temas centrais serão a repatriação de prisioneiros de guerra ucranianos e a preparação de um eventual encontro entre os presidentes dos dois países.
“A agenda está definida: a devolução dos prisioneiros de guerra, o retorno das crianças sequestradas pela Rússia e a organização de um encontro entre os chefes de Estado”, declarou Zelensky.
Embora ainda não tenha havido confirmação oficial da parte russa, a agência estatal Tass mencionou, com base em fontes não identificadas, que quarta ou quinta-feira poderia ser o dia escolhido para as conversações.
O governo russo informou que aguarda um acordo sobre a data das reuniões e acrescentou que as posições de ambos os lados em relação à conclusão do conflito permanecem “diametralmente opostas”.
Zelensky também abordou a questão da eficácia das negociações, afirmando que conversas significativas só podem ocorrer no nível dos chefes de Estado.
O Kremlin, porém, tem se mostrado reticente quanto à realização de encontros diretos entre os presidentes, justificando que esses diálogos exigem uma preparação adequada para serem frutíferos e que condições devem ser estabelecidas previamente em níveis inferiores.
Novas ofensivas
Enquanto isso, Zelensky anunciou novas ofensivas contra alvos russos: “Se Putin está tão obcecado pelas drones Shahed e pelo terror, precisamos cortar sua logística”, afirmou.
Para isso, ele ressaltou a necessidade urgente de mais sistemas de defesa aérea para proteger partes maiores da Ucrânia contra ataques de drones e mísseis russos.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que pretende impor novas sanções à Rússia e a países que compram exportações russas caso não haja um acordo para encerrar o conflito dentro de 50 dias.
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