“Não é do interesse nacional”: EUA anunciam saída da UNESCO
O governo argumenta que a agenda da UNESCO contrasta com a política externa de "America First"
Os Estados Unidos anunciaram sua decisão de se retirar novamente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), citando que a permanência na entidade não se alinha com os interesses nacionais do país.
A declaração foi feita pelo Departamento de Estado em Washington, nesta terça-feira, 22 de julho.
O governo argumenta que a agenda da UNESCO contrasta com a política externa de “America First”, adotada pela administração atual.
Um dos pontos controversos destacados foi a aceitação do “Estado da Palestina” como membro, o que, segundo autoridades americanas, tem contribuído para a propagação de retórica hostil em relação a Israel dentro da organização.
A retirada será efetiva a partir do final de 2026. Este não é um movimento inédito; durante o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump, os EUA já haviam deixado a UNESCO em 2018, também sob alegações de viés anti-Israel.
Em meados de 2023, os Estados Unidos, sob o comando do presidente Joe Biden, retornaram à organização, justificando sua volta como uma estratégia para conter a crescente influência da China.
Historicamente, os EUA já haviam se retirado uma vez antes, em 1984, alegando uma politização antiocidental e ineficiência na gestão da entidade. A reintegração ocorreu apenas em 2003.
Críticas a UNESCO
A UNESCO tem enfrentado críticas nos últimos anos devido às suas atividades relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Após a inclusão dos territórios palestinos na organização em 2011, os Estados Unidos suspenderam seus pagamentos à UNESCO.
Atualmente, os EUA são considerados o maior contribuinte da organização, superando China e Japão. Assim, a saída americana poderá causar um impacto significativo nas finanças da organização.
Segundo relatórios, a saída dos EUA resultou na perda anual de 22% do orçamento regular da UNESCO.
Entre 2011, quando os Estados Unidos interromperam seus pagamentos devido à adesão dos territórios palestinos, e o desligamento em 2018, acumulou-se um déficit estimado em aproximadamente 612 milhões de dólares.
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