Reino Unido impõe mais de 130 sanções contra frota de petroleiros russos
Londres anunciou uma série de restrições na tentativa de interromper o financiamento militar russo
O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira, 21, a imposição de 137 novas sanções contra os setores de energia e petróleo da Rússia.
A estratégia é parte da asfixia econômica promovida por países da União Europeia (UE ) contra a ditadura russa.
Segundo o governo britânico, o novo conjunto de sanções visa interromper o fluxo de receitas do petróleo para a Rússia e paralisar as operações de uma parcela significativa da chamada “frota sombra”.
Ao todo, 135 petroleiros serão afetados pelas sanções. As estimativas oficiais apontam que eles transportaram cargas ilícitas avaliadas em US$ 24 bilhões desde janeiro de 2024.
As embarcações fazem parte da frota paralela russa que operam fora dos marcos legais estabelecidos. Com isso, a Rússia contorna as sanções internacionais e continua exportando hidrocarbonetos.
Essa frota tem sido responsável pelo transporte clandestino de hidrocarbonetos para contornar sanções internacionais.
O Secretário de Relações Exteriores, David Lammy, afirmou que “as novas sanções desmantelarão ainda mais a frota paralela de Putin e drenarão as significativas receitas petrolíferas do cofre de guerra da Rússia”.
O Reino Unido afirma também que, desde 2022, as sanções ocidentais levaram a um declínio contínuo nas receitas de petróleo e gás da Rússia, que perderam mais de um terço de seu valor em apenas três anos.
Além disso, o impacto financeiro dessas sanções, somado ao aumento do custo da campanha militar da Rússia na Ucrânia, levou o governo russo a usar intensivamente seu fundo nacional, ao mesmo tempo em que observava um aumento na inflação e o aumento dos gastos públicos com defesa e segurança.
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