Crusoé: Governo petista repele embaixadores do Ocidente
Ucrânia repete EUA e mantém missão diplomática no Brasil sem embaixador
O alinhamento do governo Lula (PT) com regimes autoritários tem contribuído para o afastamento de representantes oficiais no Brasil.
Além dos Estados Unidos e de Israel, a Embaixada da Ucrânia está sem embaixador em Brasília desde maio.
O último representante, Andrii Melynk, deixou o país para assumir um cargo na Organização das Nações Unidas (ONU).
A decisão ocorreu no mesmo mês em que o presidente Lula (PT) viajou para a Rússia e participou, ao lado do ditador Vladimir Putin, da parada militar do Dia da Vitória.
Desde então, a missão diplomática ucraniana no Brasil vem sendo comandada pelo encarregado de negócios.
Crusoé apurou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (foto), nomeou 16 novos embaixadores ao redor do mundo.
No entanto, o Brasil ficou de fora da lista e não há, até o momento, previsão para a escolha de um novo representante em território brasileiro.
EUA
Desde que tomou posse em 20 de janeiro, o governo Trump optou por manter um encarregado de negócios, Gabriel Escobar, como representante oficial dos Estados Unidos, em vez de nomear um embaixador.
Foi Escobar quem se reuniu duas vezes com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para tratar da tarifa de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
“Acabo de me reunir com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília. Conversamos sobre as consequências da tarifa para a indústria e agro brasileiro e também o reflexo disso para as empresas americanas”, declarou Tarcísio.
Os Estados Unidos e a Ucrânia, ao não indicarem embaixadores formais para o Brasil, sinalizam um distanciamento diplomático.
Além disso, indicam uma insatisfação quanto ao posicionamento de Lula e seus pares quanto à política internacional.
Israel
A Embaixada de Israel e o Consulado-Geral em São Paulo foram fechados em 13 de junho.
A decisão ocorreu em meio aos ataques israelenses contra as instalações nucleares iranianas.
Durante a ofensiva, o governo Lula condenou as ações contra o regime de Teerã, classificando como “clara violação à soberania” e ao “direito internacional”.
Além disso, desde 2024, o Brasil…
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Comentários (1)
Magdalena Buzolin
21.07.2025 19:02Ainda bem que este governo corrupto está com os dias contados. Que sufoco, que desespero que não acaba nunca.