Mercado imobiliário disputa leilão bilionário na Faria Lima
Ampliação da Faria Lima aquece mercado imobiliário. Leilão da prefeitura deve movimentar bilhões e impulsionar verticalização
Um novo leilão de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) está prestes a marcar uma nova etapa na transformação urbana da região da Faria Lima, em São Paulo.
A prefeitura anunciou que a licitação, prevista para o início do segundo semestre de 2025 e já autorizada pela CVM, deve movimentar até de 3,8 bilhões de reais.
A expectativa é atrair tanto o setor corporativo quanto o residencial, diante da escassez de terrenos e da alta valorização imobiliária na área, uma das mais nobres da cidade.
Esses títulos permitem que incorporadoras construam acima dos limites estabelecidos pelo zoneamento, mediante pagamento à prefeitura.
Parte da arrecadação do leilão, ao menos 35%, será obrigatoriamente direcionada à habitação social e urbanização de favelas, como Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro.
Desde o início da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), já foram captados 3,1 bilhões de reais, dos quais 1,1 bilhão foi investido em moradias populares e obras de infraestrutura.
A valorização imobiliária da região é evidente. Segundo dados da consultoria JLL citadas pela Bloomberg Línea, a taxa de vacância de lajes corporativas na Faria Lima está abaixo de 6%, pressionando os preços de aluguel, que hoje giram em torno de R$ 330 por metro quadrado — entre os mais altos da América Latina.
Para especialistas do mercado, o esgotamento do estoque de imóveis corporativos novos impulsiona a busca por novas áreas com potencial construtivo.
Além disso, a chamada “Nova Faria Lima”, que se estende pela Avenida Hélio Pellegrino, também começa a atrair investimentos e incorporações, sobretudo após a aprovação da ampliação da OUCFL em 2024.
O mercado já especula alta demanda no leilão, tanto de grandes grupos corporativos quanto de incorporadoras voltadas ao alto padrão residencial. O certame marcaria o início de um novo ciclo de verticalização urbana em São Paulo.
A prefeitura aposta na arrecadação do leilão para viabilizar políticas habitacionais e obras públicas, ao mesmo tempo em que estimula o adensamento urbano em uma das áreas mais valorizadas da capital.
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