Caiado já admite tarifaço de Trump
O governador de Goiás anunciou medidas emergenciais para tentar mitigar os impactos da taxação no estado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a se pronunciar sobre o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
Pré-candidato à Presidência da República em 2026, Caiado anunciou medidas emergenciais para tentar mitigar os impactos econômicos da taxação no estado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador afirmou que será criada uma linha de crédito com juros abaixo dos praticados no mercado, além de um grupo de trabalho formado por representantes do governo estadual e da iniciativa privada para monitorar os efeitos das tarifas e propor soluções.
Ele não deu detalhes sobre os critérios ou valores, mas afirmou que o objetivo é proteger empregos e a economia goiana.
Também está prevista a criação de um fundo garantidor para apoiar pequenos e médios empresários.
Caiado evitou comentar os desdobramentos da operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro. Segundo ele, que está em viagem ao Japão, seu posicionamento político será feito após o retorno ao Brasil, previsto para a próxima terça-feira, 23.
Caiado critica Lula
Logo após o anúncio de Trump sobre o tarifaço, Caiado criticou o presidente Lula, responsabilizando o governo federal pelo desgaste diplomático com os EUA.
“O presidente brasileiro está seguindo o que Hugo Chávez fez na Venezuela ao afrontar gratuitamente o governo americano”, escreveu em uma publicação em 9 de julho.
E acrescentou: “Lula e sua entourage tentam vender a tese da invasão da soberania do Brasil. Mas Lula não representa o sentimento patriótico do nosso povo, e muito menos tem credenciais para defender a soberania brasileira”.
O embate começou no dia 9 de julho, quando Trump publicou uma carta informando que os EUA aplicarão uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Entre os principais setores afetados em Goiás estão soja, carne e derivados do aço — que, em 2024, representaram US$ 408 milhões em exportações do estado para o mercado americano, o segundo principal destino das vendas goianas ao exterior.
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Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
20.07.2025 18:02Ouvi da "boca do cavalo" como se costuma dizer, em entrevista no Roda Viva, que se eleito presidente seu primeiro ato seria anistiar Bolsonaro et caterva. É portanto, parte do problema e jamais da solução. Será que ainda pensa assim?