Governo Trump avaliou romper contratos com SpaceX após briga com Musk, diz jornal
Tensão entre os dois começou em junho, quando o empresário passou a criticar o principal pacote fiscal da gestão republicana
Reportagem do jornal americano The Wall Street Journal revela que assessores do presidente Donald Trump chegaram a considerar o rompimento de contratos do governo dos Estados Unidos com a SpaceX, empresa de Elon Musk, dias depois de o republicano sugerir publicamente o fim de subsídios e acordos com as companhias do bilionário.
A análise, no entanto, concluiu que a maioria dos contratos era essencial para o Departamento de Defesa e para a NASA, o que inviabilizou a medida.
A revisão, de acordo com a reportagem, envolveu múltiplas agências federais e buscava identificar eventuais desperdícios nos contratos e verificar se outras empresas poderiam assumir as funções desempenhadas pela SpaceX.
Diante da falta de alternativas tecnológicas com o mesmo nível de eficiência, porém, autoridades entenderam que os acordos eram insubstituíveis.
A tensão entre Musk e Trump começou no início de junho, quando o empresário passou a criticar, nas redes sociais, o principal pacote fiscal da gestão republicana. O embate se intensificou com ataques pessoais. Em 5 de junho, Trump publicou no Truth Social que uma forma de economizar seria “encerrar” os contratos governamentais com as empresas de Musk.
Quatro dias depois, em 9 de junho, Josh Gruenbaum, comissário do Serviço Federal de Aquisições, enviou um e-mail ao Departamento de Defesa solicitando uma planilha detalhada com todos os contratos da SpaceX e acordos correlatos.
A mesma solicitação foi feita à NASA e a pelo menos outras cinco agências. As planilhas — chamadas internamente de “scorecards” — avaliavam o valor dos contratos e a possibilidade de que outras empresas executassem as mesmas funções de maneira mais eficiente.
Apesar da intenção inicial, a revisão mostrou que a maioria dos acordos com a SpaceX é considerada estratégica, principalmente pelos projetos ligados ao lançamento de satélites, missões de segurança nacional e transporte de astronautas.
De aliado a alvo
Até maio deste ano, Musk comandava o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), órgão criado para reduzir os gastos públicos.
O bilionário, dono da Space X, foi indicado pelo próprio Trump e, durante sua gestão, promoveu o encerramento de milhares de contratos e postos de trabalho, embora não tenha alcançado as metas fiscais esperadas.
Ao deixar o cargo, foi elogiado por Trump, que o classificou como responsável pela “mais abrangente reforma administrativa em gerações”.
A ruptura ocorreu pouco depois. Musk disparou publicações no X e chegou a afirmar que o nome do presidente consta nos arquivos do caso Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais que se suicidou na prisão em 2019.
O bilionário também compartilhou um vídeo que teria sido gravado em 1992 e que mostrava Trump ao lado de Epstein.
O republicano revidou em um post na sua plataforma, a Truth Social:
“O jeito mais fácil de economizar dinheiro em nosso orçamento, bilhões e bilhões de dólares, é acabar com os contratos e subsídios do governo com Elon.”
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Comentários (2)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
20.07.2025 14:19Contrato de Estado, não de governo. A spaceX está tão tecnologicamente avançada com um custo tão mais baixo que qualquer possível concorrente que talvez em 50 anos de investimento contínuo alguém consiga equiparar, mas daí por que mudar?
F-35- Hellfire
20.07.2025 11:10Parece que não é à toa que Musk é um dos homens mais inteligentes do planeta! Devagar Trump....! Lula, acho que suas simpatias e amizades estão do lado errado, o que vc acha?