Com tornozeleira, Bolsonaro volta para casa antes das 19h
Ex-presidente cumpre ordem de recolhimento imposta pelo ministro Alexandre de Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu a determinação judicial de recolhimento domiciliar, retornando à sua residência antes das 19h desta sexta-feira. A medida foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto de uma operação de busca e apreensão realizada contra o ex-mandatário no dia de hoje.
Bolsonaro, que pela manhã instalou uma tornozeleira eletrônica no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME), em Brasília, disse que o momento da ação judicial foi estrategicamente escolhido para coincidir com o início do recesso parlamentar.
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Reações no Congresso
Após a operação, Bolsonaro fez pronunciamentos à imprensa tanto na sede do CIME quanto na chegada ao quartel-general de seu partido, o PL. Em suas declarações, sugeriu que o processo em curso visa inibi-lo de futuras disputas eleitorais, afirmando que “sem mim, Lula ganha de qualquer um”, e que se sente perseguido, descrevendo a situação como uma “suprema humilhação” e negando qualquer intenção de deixar o país ou buscar asilo em embaixadas.
Paralelamente aos desdobramentos judiciais, o Congresso confirmou a manutenção do recesso parlamentar. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado e Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciaram que não haverá votações ou reuniões em comissões permanentes durante este período.
Contudo, essa decisão foi contestada por parlamentares alinhados ao ex-presidente, como Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública, que convocou uma reunião extraordinária para 22 de julho, com o objetivo de articular uma moção de apoio a Bolsonaro.
Para críticos da ala bolsonarista, as decisões de Moraes contra o ex-presidente teriam sido fundamentadas em postagens nas redes sociais e sem aprofundar o risco de fuga. O STF já formou maioria para chancelar as medidas adotadas. O governo Lula, por sua vez, teria orientado cautela aos ministros para evitar a vitimização de Bolsonaro.
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