Jair Bolsonaro é alvo de operação da PF e vai usar tornozeleira eletrônica
Outras medidas restritivas impostas a Bolsonaro foram a proibição de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro e de usar as redes sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de mandados de busca e apreensão determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Por determinação do magistrado, o ex-presidente deverá usar a partir de agora tornozeleira eletrônica. Ele está a caminho da Secretária Estadual de Administração Penitenciária (SEAP) para colocar o aparelho. Agentes da PF foram cumpriram medidas na residência do ex-chefe de Poder Executivo no Jardim Botânico, em Brasília.
Outras medidas restritivas impostas a Bolsonaro, conforme apurou este portal, foram a proibição de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro e de usar as redes sociais.
Moraes também proibiu que o ex-presidente deixe a residência entre 19h e 7h e mantenha contato com embaixadores ou diplomatas estrangeiros. Na decisão do ministro Alexandre de Moraes, conforme apurou este portal, o ex-presidente é acusado do crime de obstrução de Justiça. Ainda segundo investigadores, o magistrado apontou risco de fuga do ex-presidente da República.
As medidas foram determinadas no âmbito da investigação sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos a partir de uma petição apresentada por integrantes da base governista exatamente na sexta-feira da semana passada.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do PL, partido de Bolsonaro.
O Antagonista apurou que a Polícia Federal identificou ações do ex-presidente para dificultar as investigações na ação penal referente à trama golpista, na qual é réu no STF. Para agentes da Polícia Federal, Jair Bolsonaro articulou, ao lado do filho Eduardo, uma ação junto a autoridades americanas para pressionar o Supremo a não estabelecer sanções contra o ex-presidente da República.
Um dos pontos considerados cruciais e determinantes para as medidas estabelecidas por Moraes foi o depósito de 2 milhões de reais feito por Jair Bolsonaro para Eduardo. Essa transferência foi reconhecida pelo próprio ex-presidente em depoimento prestado a integrantes da PF em 5 de junho deste ano.