Para quem foi a indireta de Eduardo Bolsonaro?
"Tem gente que ainda acha que vai pôr panos quentes, mediar, fazer uma delegação de "alto nível" e enviar para os EUA para falar com Trump", escreveu
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) postou uma indireta aos políticos que buscam mediar uma negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tentativa de solucionar o impasse da tarifa extra de 50% sobre todos os produtos brasileiros.
Em postagem no X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou uma analogia, comparando o Acordo de Munique assinado em 1938 pelo primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlein, com o ditador nazista Adolf Hitler, mas que acabou sendo lembrado como um exemplo de ingenuidade diplomática por ter fortalecido o nazismo.
“Tem gente que ainda acha que vai pôr panos quentes, mediar, fazer uma delegação de “alto nível” e enviar para os EUA para falar com Trump. Acho muito difícil que seriam sequer recebidos neste momento.
O problema não é econômico e todos sabem qual é a causa. Apresentar uma, ainda que surreal, solução não fará de ninguém um salvador da pátria, apenas fará com que o sistema turbine essa pessoa para que ela, no melhor estilo Chamberlain pré-2º GM, faça um acordo caracu – mais um!“, publicou.
Leia mais: “Medida errada e injusta”, diz Zema sobre tarifas de Trump
Tarcísio e Zema
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se colocou como mediador para “buscar soluções afetivas”, após encontro com Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, nesta sexta, 11.
“Acabo de me reunir com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília. Conversamos sobre as consequências da tarifa para a indústria e agro brasileiro e também o reflexo disso para as empresas americanas. Vamos abrir diálogo com as empresas paulistas, lastreado em dados e argumentos consolidados, para buscar soluções efetivas. É preciso negociar. Narrativas não resolverão o problema. A responsabilidade é de quem governa”, escreveu no X.
O homólogo mineiro, Romeu Zema (Novo), defendeu que o governo federal negocie com os EUA.
“A gente não briga com cliente, não. A gente procura fazer aquilo que é o melhor para o cliente. E acho que o governo federal deveria ir nessa linha, e não ficar questionando clientes. Clientes a gente dialoga, a gente negocia e não fica mandando recados indiretos”, disse a jornalistas.
“Eu espero que venha a ser revisto rapidamente, porque não podemos ficar sem um cliente tão expressivo como [sic] os Estados Unidos, que é um grande comprador não só de café como minério de ferro, o aço produzido aqui em Minas Gerais e é lamentável que o Brasil tenha caminhado no sentido de se aliar a países que acabaram causando essa situação.
Mas estamos aí acompanhando. É um problema do governo federal que eu espero que seja equacionado o quanto antes, já que boa parte do setor produtivo de Minas Gerais depende dessas exportações“, concluiu.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Ana Maria
11.07.2025 20:11Esse pessoal de SP deve ser aquele que assinou a cartinha pela democracia ne?
ANDRÉ MOURA MOREIRA
11.07.2025 19:22É um bananinha mesmo