Lula esteve três vezes nos EUA durante governo Biden, mas não visitou Trump
O presidente brasileiro esteve nos Estados Unidos em fevereiro e setembro de 2023 e em setembro do ano passado
O presidente Lula esteve três vezes nos Estados Unidos desde o início de seu terceiro mandato, mas em nenhuma das ocasiões se encontrou com o presidente Donald Trump. As visitas ocorreram enquanto Joe Biden ainda ocupava a Casa Branca.
Desde a semana passada, após Trump anunciar um tarifaço de 50% aos produtos brasileiros, Lula tem sido questionado por não buscar uma aproximação junto ao governo nos Estados Unidos. Na segunda-feira da semana passada, Lula foi além e, durante reunião dos Brics, defendeu a adoção de uma moeda paralela como alternativa ao dólar. A frase é vista como uma das razões para essa crise diplomática.
Em entrevista à TV Globo na semana passada, Lula disse que “não tinha o que conversar” com o Donald Trump. Após a vitória do republicano, o presidente brasileiro mandou apenas uma carta parabenizando o político republicano.
A primeira viagem de Lula aos Estados Unidos durante o terceiro mandato aconteceu entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 2023, com agenda centrada em uma reunião bilateral com Biden, realizada no dia 10. O presidente brasileiro permaneceu menos de 48 horas no país.
Em setembro do mesmo ano, Lula retornou a Nova York para participar da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a viagem, entre os dias 15 e 21 (ou 22), reuniu-se novamente com Biden. O foco da agenda foi a defesa da democracia e dos direitos trabalhistas globais.
A terceira visita ocorreu em setembro de 2024, também em Nova York, para nova participação na Assembleia-Geral da ONU. Lula ficou nos Estados Unidos entre os dias 21 e 25, com compromissos voltados à transição energética, ao combate às mudanças climáticas e à promoção do multilateralismo.
Após Trump assumir a Casa Branca, Lula não pisou mais em solo norte-americano. Somente em 2025, Lula visitou outros 11 países: Uruguai (duas vezes), Japão, Vietnã, Honduras, Vaticano, Rússia, China, França e Canadá. A agenda internacional petista tem sido marcada por temas como clima, integração sul-americana e fortalecimento de alianças multilaterais.
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