Rubio exige prova de vida de opositor cubano e libertação de presos políticos
Secretário de Estado americano acusou o regime cubano de torturar José Daniel Ferrer na cadeia
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, exigiu nesta sexta-feira, 11, uma “prova imediata de vida” de José Daniel Ferrer, fundador da União Patriótica de Cuba, preso pelo regime de Miguel Díaz-Canel, e a libertação de “todos os presos políticos”.
“O regime cubano continua a torturar o ativista pró-democracia José Daniel Ferrer. Os Estados Unidos exigem prova imediata de vida e a libertação de todos os presos políticos“, escreveu Rubio, que é filho de cubanos, no X.
Ao longo dos quatro anos preso, Ferrer fez greve de fome para que suas reivindicações fossem atendidas. Nos últimos dias, aliados afirmaram que o estado de saúde do opositor piorou.
Retorno à prisão
Em abril, a ditadura cubana prendeu novamente Ferrer, três meses após sua libertação.
O regime alegou que ele deixou de comparecer a duas audiências judiciais e acusou Ferrer de violar as liberdades condicionais impostas. Com isso, revogaram a concessão de liberdade a ele e ao opositor Félix Navarro.
“Não apenas ele não compareceu, mas também anunciou, por meio de seu perfil nas redes sociais, em flagrante desafio e descumprimento da lei, que não se apresentaria perante a autoridade judicial”, disse Marciela Sosa, vice-presidente do Tribunal Popular Supremo de Cuba.
De acordo com Conselho para a Transição Democrática em Cuba (CTDC), a esposa de Ferrer, Nelva Ismarays Ortega, o filho, Daniel José, e os ativistas Roilán Zárraga Ferrer e Fernando González Vaillant foram presos juto com o líder da oposição.
Libertação
Em janeiro, o regime cubano concordou em libertar Ferrer após acordo com Washington mediado pelo Vaticano.
Ao todo, Cuba libertou 553 presos.
A vice-presidente do Tribunal Popular Supremo, porém, acusou os opositores de servirem aos interesses dos Estados Unidos.
“Além de não cumprirem com os termos de sua liberdade condicional, [Ferrer e Navarro] são pessoas que publicamente convocam à desordem e ao desrespeito às autoridades em seus ambientes sociais e online, e mantêm laços públicos com o chefe da embaixada dos Estados Unidos”, disse Sosa.
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