Crusoé: Mamdani e o silêncio dos especialistas
Como a intelectualidade progressista americana normaliza o extremismo comunista e antijudeu na eleição municipal mais importante do mundo
Zohran Mamdani (foto) tem tudo para ser eleito prefeito de Nova York. Venceu as primárias democratas com a maior votação da história da cidade. Derrotou Andrew Cuomo por 12 pontos de vantagem. Lidera as pesquisas para a eleição geral. É o favorito disparado nas casas de apostas. E carrega a bandeira mais radical da história ocidental recente.
Ele nasceu em Kampala, Uganda. É filho do professor marxista Mahmood Mamdani e da cineasta Mira Nair. Cresceu em um ambiente profundamente ideológico, hostil ao capitalismo e às democracias liberais. Adulto, abraçou o comunismo. Elegeu-se deputado estadual com apoio da ala extremista do Partido Democrata. Agora quer levar o projeto adiante como prefeito.
Mamdani não propõe reformas. Propõe ruptura. Defende nacionalização de serviços urbanos, congelamento de aluguéis, supermercados estatais, transporte gratuito e salário mínimo de 30 dólares por hora. Também quer aumentar impostos sobre os ricos, criminalizar o que chama de “especulação imobiliária” e usar o Estado como instrumento de reengenharia social.
Contra Israel
Mas isso não é tudo. Mamdani é um militante contra Israel. Apoia o movimento BDS, que promove o boicote econômico e diplomático ao Estado judeu. Rejeita a existência de Israel como nação legítima. E, segundo o ex-chanceler brasileiro Celso Lafer, a CONIB e a IHRA, essas são bandeiras que definem o atual antissemitismo.
A definição é clara: negar ao povo judeu o direito à autodeterminação é negar a base do Estado de Israel. Lafer explicou que isso equivale a uma forma disfarçada de ódio antissemita. A CONIB já alertou para esse disfarce. A IHRA classifica como antissemitismo qualquer narrativa que nega o direito de existência do país.
Nada disso gerou pânico na imprensa americana.
Nenhuma manchete sobre os riscos do comunismo. Nenhuma análise de capa sobre a hostilidade contra a maior comunidade judaica fora de Israel. Nenhum editorial sobre o perigo de entregar o controle da capital financeira do mundo a um militante anticapitalista.
A explicação desse silêncio obsequioso está nos dados.
Democratas
Em Harvard, a proporção entre professores democratas e republicanos é de 38 para 1. Em Yale, 98% das doações acadêmicas foram para democratas…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)