Bicheiro Vinicius Drumond sofre atentado a tiros na Barra da Tijuca
Filho do contraventor Luizinho Drumond estava em Porsche blindado; veículo foi crivado de balas e abandonado em hospital
Um Porsche blindado dirigido por Vinicius Pereira Drumond foi alvo de uma tentativa de execução na manhã desta sexta-feira, 11, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O ataque ocorreu por volta das 11h, próximo à Estação Ricardo Marinho do BRT, e resultou em dezenas de disparos contra o veículo, cuja porta e vidro do motorista ficaram crivados.
O Porsche foi abandonado em frente a um hospital da região e permaneceu lá até a chegada da perícia. A pista central da via, no sentido Zona Sul, foi interditada até cerca de 12h30 para os procedimentos técnicos.
Vinicius, filho do contraventor Luizinho Drumond, morto em julho de 2020, é apontado pela Polícia Civil como um dos chefes da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
Ele herdou do pai pontos na Zona da Leopoldina, que abrange bairros como Ramos, Manguinhos, Maré, Bonsucesso, Complexo do Alemão, Penha, Parada de Lucas e Vigário Geral.
Em fevereiro, Vinicius foi alvo da Operação Ouro Negro, que investiga o furto de combustíveis em dutos da Petrobras.
Segundo a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, ele era o responsável estratégico e financeiro da quadrilha que atuava no Rio e em outros estados.
O grupo furtava petróleo para revenda como insumo para as indústrias de asfalto, borracha e plástico. Na ocasião, foram apreendidos com ele computadores, celulares, joias, dinheiro em espécie e duas BMWs.
A Polícia Civil também investiga a participação de Vinicius no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024.
Testemunhas e documentos apontam que ele pode ter indicado o policial militar Leandro Machado, já indiciado no caso, para alugar o veículo usado no crime.
A mesma locadora foi mencionada em inquéritos da operação Ouro Negro.
A morte do advogado teria sido motivada por disputas internas da contravenção e abalou a relação de Vinicius com o contraventor Rogério Andrade.
Testemunhas disseram que seguranças de Vinicius reagiram à emboscada. Quando os agentes chegaram ao local, o carro não estava mais lá.
A perícia foi feita no hospital onde o veículo foi deixado.
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