Lula ameaça “cortar das emendas” por IOF
Petista descartou a possibilidade do governo abrir mão do aumento da alíquota, mas admitiu que pode rever itens específicos do decreto
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira, 10, que poderá ser obrigado a “cortar” verbas de emendas parlamentares, caso não consiga arrecadar o montante previsto no decreto que estabelece o aumento das alíquotas Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Eu sou grato ao Congresso que tem me ajudado muito. Teve um problema na questão do IOF e vai ser resolvido. O deputado sabe que se eu tiver que cortar R$ 10 bi, vou ter que cortar das emendas deles também, ele sabe disso. Como ele sabe e eu sei, é importante a gente chegar em um ponto de acordo”, disse o petista em entrevista à TV Record.
Lula descartou a possibilidade do governo abrir mão da alta do IOF, mas admitiu que pode rever itens específicos do decreto.
“Eu vou manter o IOF, se tiver um item no IOF que esteja errado, a gente tira, mas o IOF vai continuar e mais ainda, decreto é da responsabilidade do presidente da República. Os parlamentares podem fazer um decreto-lei se tiver cometido algum erro constitucional, coisa que não cometi”, afirmou.
Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi marcada para 15 de julho uma audiência de conciliação de conciliação entre o Executivo e o Legislativo para tratar da derrubada do decreto.
Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse na quarta-feira, 9, que a reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na terça, 8, possibilitou uma conversa entre governo e Congresso em busca de uma solução para a crise em decorrência da crise do IOF.
“Tivemos ontem uma conversa importante com membros da equipe econômica do governo, também com a presença do presidente do Senado, onde o diálogo foi retomado com o governo e também com as Casas para se buscar uma saída para esse imbróglio do IOF“, declarou Motta, em entrevista a jornalistas.
“Temos uma audiência de conciliação marcada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para a próxima semana. É natural que essas conversas possam ser feitas com a máxima maturidade possível para que, até esse prazo, o Executivo e o Legislativo possam buscar esse entendimento, e a partir daí encontrarmos a solução para esse caso”.
Ele prosseguiu: “A conversa [de ontem] foi tranquila, uma conversa ainda sem um desfecho. Foi a primeira depois da decisão do Congresso de derrubar o decreto do governo e também depois da decisão do STF, mas foi, penso eu, colaborativa de ambas as partes para se encontrar uma solução nesse caso”.
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Comentários (2)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
11.07.2025 07:28É o demo soprando no ouvido dele que essa é uma excelente ideia...
Antonio Carlos
10.07.2025 23:27Aí mesmo que centrão irá derrubá-lo