Mercados ignoram novas ameaças de tarifas de Trump
Investidores mantêm otimismo e veem recuos como parte de estratégia negociadora do presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a anunciar tarifas de importação sobre produtos estratégicos nesta semana, mas os mercados globais reagiram com indiferença.
Trump prometeu uma tarifa de 50% sobre o cobre importado, provocando um breve aumento nos preços nos Estados Unidos. No entanto, horas depois, as cotações recuaram e o impacto global foi limitado.
O mesmo ocorreu com a ameaça de tarifas de até 200% sobre o setor farmacêutico, também divulgada por Trump nesta semana.
O mercado respondeu com estabilidade: as ações da AstraZeneca subiram 0,3% e a GSK ficou estável na bolsa de Londres.
Em vez de turbulência, os mercados operam em alta.
O índice FTSE 100, do Reino Unido, se aproximou de máximas históricas, enquanto a fabricante de chips Nvidia atingiu 4 trilhões de dólares em valor de mercado, a maior capitalização de uma empresa na história.
Analistas atribuem essa nova postura do mercado ao descrédito crescente nas ameaças comerciais do presidente.
“Os mercados não caem mais na bravata que acompanha certos anúncios do presidente”, afirmou Darius McDermott, diretor da corretora Chelsea Financial Services.
Michael Brown, da Pepperstone, avaliou que as novas ameaças são apenas uma tática de negociação.
Na prática, Trump enviou cartas a 14 países com propostas tarifárias, mas estendeu o prazo de negociação até 1º de agosto.
Segundo analistas, os prazos longos e os acordos em andamento com Reino Unido, China e Vietnã contribuem para a tranquilidade dos investidores.
O histórico recente reforça a percepção de que as medidas têm mais efeito retórico do que prático.
Em abril, o S&P 500 chegou a cair 12% após o anúncio das chamadas tarifas do dia da libertação, mas recuperou mais de 25% nos meses seguintes, à medida que as tarifas eram suavizadas ou adiadas.
Apesar da calma, gestores alertam para o risco de complacência.
Se Trump efetivar as tarifas prometidas no próximo prazo, em 1º de agosto, o impacto pode ser significativo para o comércio global e para a credibilidade do dólar.
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Comentários (1)
Emerson
10.07.2025 16:00TACO .......