Rubio anuncia sanções contra relatora especial da ONU por ações no TPI
Secretário americano impôs sanções a Francesca Albanese por "esforços ilegítimos e vergonhosos de incitar ações" contra EUA e Israel
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira, 8, a imposição de sanções contra a relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Francesca Albanese, por “esforços ilegítimos e vergonhosos de incitar ações” do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra autoridades dos Estados Unidos e de Israel.
“Hoje estou impondo sanções à Relatora Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Francesca Albanese, por seus esforços ilegítimos e vergonhosos de incitar ações do Tribunal Penal Internacional contra autoridades, empresas e executivos dos EUA e de Israel”, escreveu em seu perfil no X.
Segundo Rubio, a “campanha de guerra política e econômica contra os EUA e Israel não será mais tolerada”.
“Sempre apoiaremos nossos parceiros em seu direito à autodefesa. Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas que considerarmos necessárias para responder à guerra jurídica e proteger nossa soberania e a de nossos aliados”, acrescentou.
A decisão ocorreu no dia seguinte ao encontro entre Rubio e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Washington, para tratar sobre o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.
Netanyahu é um dos alvos de mandado de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza.
No ano passado, o pedido foi emitido pelo procurador britânico, Karim Khan, que afastou-se temporariamente do cargo por ser alvo de uma investigação externa sobre assédio sexual a uma antiga funcionária.
Segundo o órgão internacional, a Câmara encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “têm responsabilidade criminal pelos seguintes crimes como coautores por cometerem os atos em conjunto com outros: o crime de guerra de fome como método de guerra; e os crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.
Sanções a juízes do TPI
O governo Trump, em junho, já havia anunciado sanções a quatro juízes do TPI pelas ações.
Os ataques infundados e politizados do TPI contra os Estados Unidos e nosso aliado próximo, Israel, devem acabar. Hoje, sancionei quatro juízes do TPI por infringirem a soberania dos EUA e de Israel – dois que autorizaram a investigação infundada do TPI sobre pessoal americano no Afeganistão e dois que autorizaram os mandados de prisão ilegítimos do TPI contra o primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant. Apelamos aos nossos aliados para que se unam a nós contra este ataque vergonhoso”, publicou Rubio no X.
Os juízes atingidos pelas sanções são: Solomy Balungi Bossa, de Uganda, Luz del Carmen Ibáñez Carranza, do Peru, Reine Adelaide Sophie Alapini Gansou, do Benim, e Beti Hohler, da Eslovênia.
Com isso, os magistrados ficarão proibidos de entrar nos Estados Unidos.
Em resposta, o TPI afirmou que as sanções americanas são uma “tentativa clara” de minar a independência do tribunal.
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