Vieira reclama de “análise superficial” sobre Brics esvaziado
Chanceler diz que ausências são normais e reforça prestígio internacional do presidente
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou neste domingo, 6, que a cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que reúne 14 chefes de Estado até segunda, não está esvaziada.
Em entrevista publicada hoje pela Folha de S.Paulo, ele classificou como “análise superficial” as críticas sobre as ausências dos líderes da China, Rússia, Egito e Irã.
“Essa é uma análise superficial baseada em algumas ausências, que não se sustenta, pelo simples fato de que 14 chefes de Estado e de governo estarão no Rio para a cúpula”, disse Vieira. Ele comparou a situação à saída antecipada de Donald Trump de uma reunião do G7 no Canadá: “Ninguém lá falou em cúpula esvaziada”.
Vieira defendeu o Brics como um grupo “novo e poderoso” e afirmou que o incômodo de potências ocidentais é natural diante da força adquirida pelo bloco. “A China e a Índia, somadas, têm 3 bilhões de habitantes. Se isso não for importante, nada mais será, não é?”, declarou.
Negou também que o Brasil tenha se afastado do Ocidente: “Nem o Brics é contra o Ocidente, nem o Brasil se mudou do Ocidente. Nem teria como”.
Sobre os ganhos concretos para o país, mencionou os empréstimos do Banco do Brics, que já somam o equivalente a cerca de R$ 550 bilhões, e a cooperação em áreas como medicina, ciência e inteligência artificial. “Temos que criar um sistema democrático e acessível. Não podemos ficar pedindo bênção e pagando para usar tudo”, disse.
Em relação às ameaças de sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Vieira afirmou: “Não há extraterritorialidade nas decisões judiciais em geral, e do Supremo muito menos”. E acrescentou: “Não dar importância. Virar as costas e seguir”.
Vieira também defendeu as críticas de Lula ao governo de Israel: “Lula tem razão nas críticas que faz. Não é normal assistir a crianças, jovens e pessoas de idade em uma fila para receberem alimentos em Gaza sendo fuzilados”.
Sobre um possível encontro entre Lula e Donald Trump, afirmou: “Na hora em que os dois se encontrarem, seguramente vão se dar bem”. Segundo ele, a relação entre os Estados continua sólida, mesmo sem um contato direto entre os presidentes.
O chanceler concluiu destacando o prestígio internacional do presidente: “Quando o Brasil fala pelo Lula, ele é, sim, ouvido. Cala fundo”.
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Comentários (5)
Emerson
06.07.2025 16:48Estão usando algum tipo de alucinógeno , só pode ser !!!
WALTER FANAIA DIAS
06.07.2025 11:02Esse governo está levando nosso país a uma situação bastante desagradável, contrária à opinião e sentimento dos brasileiros!
Annie
06.07.2025 10:55Sempre a mesma ladainha.
CLAUDIO NAVES
06.07.2025 10:41BRICS QUE BRICS VIEIRA ? Brics quebrado !
Claudemir Silvestre
06.07.2025 10:38Estes COMUNISTAS irresponsáveis e corruptos estão colocando o Brasil em uma situação Geopolítica muito complicada !! Precisamos nos livrar destes ESQUERDOPATAS antes que seja muito tarde !! ACORDA BRASIL !!!