STF condena líder de acampamento bolsonarista por participação no 8/1
Diego Dias Ventura foi condenado a 14 anos de prisão pelos ataques à Praça dos Três Poderes
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na segunda-feira, 30, Diego Dias Ventura a 14 anos de prisão por participação nos ataques à Praça dos Três Poderes, em janeiro de 2023.
Ventura foi apontado como um dos líderes do acampamento bolsonarista instalado em frente ao quartel do Exército, em Brasília.
Ele recebeu a condenação pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado e associação criminosa armada.
Além da pena de prisão, Ventura também foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor que será cobrado conjuntamente com os demais condenados pelos atos.
Em julho de 2023, ele foi alvo da Operação Lesa Pátria, realizada pela Polícia Federal (PF).
Segundo as investigações, Ventura participava da Associação Brasileira de Patriotas e comandava grupos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no aplicativo de mensagens Telegram.
Em uma das gravações do 8 de janeiro, ele aparecia dentro das dependências do Supremo.
Leia mais: STF condena homem que furtou bola no 8/1 a 17 anos de prisão
Bola furtada
A Primeira Turma do STF condenou o morador de Sorocaba (SP) Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes destacou que, durante os eventos, o homem invadiu a Câmara dos Deputados e furtou do local uma bola de futebol autografada pelo atacante Neymar.
A bola foi um presente da Delegação de Jogadores do clube ao então presidente da Câmara, Marco Maia, em 10 de abril de 2012, por ocasião da sessão solene em comemoração ao centenário do Santos.
Em 28 de janeiro de 2023, ou seja, 20 dias depois de furtá-la, o homem a devolveu à Polícia Militar de Sorocaba.
Ouvido pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação dos atos golpistas, o réu disse que, no interior do Congresso, encontrou a bola no chão, já retirada do recipiente de proteção, e se apossou dela para protegê-la e devolvê-la posteriormente.
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