Ministra libera para julgamento ação que pode levar à cassação de Castro
Governador do Rio pode ser cassado por abuso de poder político e econômico em processo sobre o "escândalo da Ceperj"
A ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou nesta sexta-feira, 27, para julgamento uma ação que pode cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder politico e econômico, segundo O Globo.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com pedido cassação da chapa de Cláudio Castro e de seu então vice, Thiago Pampolha, após o UOL revelar, em 2022, o “escândalo da Ceperj”
Na ocasião, o MPE apontou que a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) teria realizado contratações sem concurso público, criando uma “folha de pagamento secreta” com 27 mil pessoas e a nomeação de 45 mil indivíduos para cargos temporários na própria fundação e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
De acordo com as investigações, funcionários da Secretaria de Governo, vinculada ao gabinete de Castro, teriam feito saques em dinheiro vivo, totalizando mais de R$ 220 milhões.
Em maio do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE) rejeitou a denúncia e absolveu o governador pelo placar de 4 a 3.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, agendará a data do julgamento.
Outra absolvição
Em fevereiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) absolveu Castro, por 5 votos a 2, em processo movido pelo Ministério Público Eleitoral do Rio (MPE-RJ) sobre uma suposta irregularidade na comprovação de aproximadamente R$ 10 milhões em gastos durante a campanha eleitoral da chapa Cláudio Castro e de seu vice, Thiago Pampolha, de 2022.
O MP havia apontado uma série de irregularidades em oito empresas contratadas para a campanha, incluindo a Cinqloc Empreendimentos, que recebeu R$ 4,9 milhões.
O dinheiro teria sido destinado ao pagamento de trabalhadores terceirizados e cabos eleitorais.
Segundo a denúncia, a proprietária da empresa, Evandreza Henrique, foi substituída por uma laranja durante o período eleitoral, quando ela também concorria a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo União Brasil, partido aliado de Castro em 2022.
Outro ponto controverso seriam as conexões da Cinqloc com dois ex-secretários do governo de Castro, José Mauro de Farias Jr, ex-titular da Secretaria de Transformação Digital, e Rafael Thompson de Farias, ex-secretário de Governo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)