"Estamos dando um cartão de crédito com limite de 100 bilhões de dólares pra um adolescente"

07.04.2026

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“Estamos dando um cartão de crédito com limite de 100 bilhões de dólares pra um adolescente”

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Alexandre Borges
4 minutos de leitura 30.06.2025 04:44 comentários
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“Estamos dando um cartão de crédito com limite de 100 bilhões de dólares pra um adolescente”

Will Rahn, editor americano, descreve como Nova York abraça um socialista do TikTok

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Alexandre Borges
4 minutos de leitura 30.06.2025 04:44 comentários 1
“Estamos dando um cartão de crédito com limite de 100 bilhões de dólares pra um adolescente”
Imagem: IA por Alexandre Borges

O jornalista americano Will Rahn publicou artigo intitulado “A República Popular de Manhattan” no portal The Free Press.

O texto discute a surpreendente ascensão de Zohran Mamdani, deputado estadual de 33 anos e agora candidato democrata à prefeitura de Nova York.

“Estamos à beira de eleger um socialista”, escreve Rahn. A principal conquista legislativa do candidato até aqui foi permitir que visitantes do Museu da Imagem em Movimento em Astoria possam tomar drinques no local.

O mais curioso, para Rahn, é o estilo populista e midiático da campanha.

“Se deixar as ideias de lado por um momento, dá pra ver que a campanha em si foi bem Trump.” Zohran apareceu com influenciadores locais, dominou TikTok e Instagram, e criou uma imagem carismática de outsider com propostas improváveis como prender Netanyahu, congelar aluguéis e transporte público gratuito.

Rahn vê paralelos diretos: “Os paralelos Trump/Mamdani são incontornáveis. O carisma. A genialidade em se vender como marca.”

Ambos vêm de famílias abastadas, têm origem em Queens, e conquistaram apoio como antissistema. “Apesar dos antecedentes privilegiados… se apresentaram como outsiders enfrentando uma máquina corrupta.”

O artigo ironiza a recepção da elite política a Zohran. “Democratas moderados dos subúrbios já estão se distanciando dele, em grande parte por suas maluquices anti-Israel.”

Ainda assim, Zohran foi o único democrata da década, segundo Rahn, a demonstrar “a sensibilidade política que associamos ao presidente [Trump].”

O que mais espanta Rahn é a composição do eleitorado.

“Zohran liderou em distritos majoritariamente brancos por 5 pontos, hispânicos por 6, e asiáticos por 15.” Cuomo, ao contrário, foi o favorito entre eleitores negros de classe média e moradores das regiões periféricas da cidade.

Mesmo com propostas que assustariam o eleitor comum do metrô, como “construir acampamentos para sem-teto no sistema ferroviário”, Zohran conquistou apoio justamente entre quem usa transporte público.

Rahn vê nisso uma nostalgia mal resolvida: “Muitos nova-iorquinos — especialmente os que não viveram aquilo — anseiam pelos velhos dias de crime e sujeira.”

O resultado? “A Nova York dos anos 1970 e 80, sinônimo de violência e janelas quebradas, é o que essa coalizão votou. E é o que provavelmente vai conseguir.”

Rahn fecha a análise local prevendo que o caos pode gerar cultura, como da última vez. “Talvez a gente tire alguma boa arte do colapso iminente de Nova York… Quem sabe o próximo Basquiat só esteja esperando um bom assalto pra despertar.”

No segundo bloco, o texto gira para a guerra entre Israel e Irã. “O presidente declarou encerrada a ‘GUERRA DE 12 DIAS’, com participação americana em forma de bombardeiros B-2 Spirit.”

Ainda que o cessar-fogo tenha sido anunciado por Trump, os ataques continuaram por horas. “Temos dois países que lutam há tanto tempo que já nem sabem o que estão fazendo.”

Mesmo assim, Rahn entrega o troféu para Trump. A América venceu esta guerra e todos deveríamos estar orgulhosos.”

Sem baixas americanas e com mísseis iranianos cerimoniais caindo sem impacto, Rahn diz que Trump ignorou os conselheiros mais apocalípticos e bombardeou o Irã com sucesso.

O colunista avança para provocações internas. “Marjorie Taylor Greene quer saber por que não estamos em guerra com os cartéis mexicanos.” E aponta que Trump já sinalizou disposição para essa ideia, inclusive com a designação dos cartéis como organizações terroristas estrangeiras.

Na economia, Rahn destaca o paradoxo da indústria americana: “Temos 400 mil vagas na indústria que ninguém consegue preencher.”

Mais adiante, o texto registra a declaração bizarra do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que chamou Trump de “Daddy” (“papai“) durante uma coletiva. “Talvez, se Trump acreditar que é o pai da Europa, ele tire a carteira do bolso e mande mais armas pra Ucrânia.”

Em Washington, o colunista relata tentativas frustradas de mais um impeachment. “Trump já foi alvo de dois impeachments e agora tentaram de novo por causa do ataque ao Irã.” A proposta foi derrotada por ampla maioria, incluindo democratas.

Rahn ainda ironiza o uso de robôs para delivery em campi universitários, sabotados por estudantes bêbados. “É muito tentador chutar um robô. Eles não são nossos amigos. Estão vindo pelos nossos empregos.”

Quem é Will Rahn

Will Rahn é jornalista e editor sênior do The Free Press.

Ex-chefe de política do Yahoo News e ex-produtor da CBS News, cobriu as eleições presidenciais americanas desde 2012.

Formado por Georgetown, é conhecido por seu estilo mordaz e análise política com humor ácido. Já colaborou com Slate, The Atlantic e The Daily Beast.

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Alexandre Borges

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Comentários (1)

MARCOS

30.06.2025 13:00

O POVO NOVAYORQUINO TÁ VIRANDO POVO BRASILEIRO? TUDO BURRO?


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