Estrogênio em mulheres trans causa infertilidade, derrame e morte, diz estudo
Pesquisadores relatam danos cerebrais, doenças cardíacas e risco de câncer com uso prolongado
O uso de estrogênio por homens biológicos que se identificam como mulheres está provocando efeitos devastadores, aponta novo estudo.
Uma análise publicada neste mês revelou uma sucessão de danos físicos graves: infertilidade permanente, coágulos, derrames, degeneração cerebral, doenças autoimunes e aumento expressivo no risco de morte.
A infertilidade aparece cedo. Testículos atrofiados, cicatrizados, sem produção de esperma. Em muitos casos, os danos são irreversíveis.
Exames feitos após cirurgias mostram tecidos deformados e sem função reprodutiva.
O coração também entra em colapso.
Tromboses surgem com mais que o dobro de frequência.
Após dois anos, o risco salta para cinco vezes. Em seis anos, o número de derrames é quase dez vezes maior que entre homens sem uso hormonal.
Não importa a forma de aplicação do estrogênio. A ameaça continua.
No cérebro, os efeitos são igualmente agressivos.
Homens trans em tratamento prolongado apresentam perda de memória, lentidão de raciocínio, redução do volume cerebral e queda de substâncias responsáveis pelo humor e cognição. São alterações associadas a doenças degenerativas.
Um estudo holandês identificou que homens trans em uso atual de estrogênio morrem mais do que homens da população geral. E mais do que mulheres. Causas: infarto, câncer, suicídio. Outro levantamento identificou 51% mais mortes nesse grupo.
Doenças autoimunes como lúpus e esclerose disparam após o início do tratamento.
O corpo perde massa muscular, ganha gordura, desenvolve resistência à insulina. Surgem pancreatite, pedras na vesícula e, em casos extremos, câncer de mama, testículo e tireoide.
Não há estudos clínicos robustos que sustentem os supostos benefícios mentais do uso de hormônios para troca de sexo. E as pesquisas anteriores que apontavam melhora já foram corrigidas ou desmentidas.
O que diz o estudo
Um grupo de sete médicos e pesquisadores dos Estados Unidos publicou neste mês uma análise detalhada sobre os efeitos do uso de estrogênio por homens que se identificam como mulheres.
O trabalho é assinado por Lauren Schwartz, Michael Laidlaw, Will Malone, Katherine Rathke, Julia Mason, Erica Li e Stephen Levine, professor emérito da Universidade Case Western Reserve. O objetivo é claro: mostrar os danos à saúde que esse tipo de tratamento pode causar.
O primeiro efeito é a infertilidade. Muitos pacientes apresentam testículos atrofiados, sem capacidade de produzir esperma. Os médicos encontraram tecido danificado mesmo em casos em que o uso do hormônio havia sido interrompido. Em algumas cirurgias, as lesões foram consideradas irreversíveis.
Também há riscos para o coração. O estudo mostra aumento expressivo nos casos de trombose e derrame entre usuários de estrogênio. Em pacientes que usaram o hormônio por dois anos, o risco de coágulo foi até cinco vezes maior. Após seis anos, o risco de derrame subiu quase dez vezes. A forma de aplicação do hormônio não altera o perigo.
O cérebro também sofre alterações. A equipe relata perda de memória, lentidão no raciocínio e redução do volume cerebral. Substâncias que ajudam no humor e no funcionamento da mente diminuem com o tempo de uso. Há sinais semelhantes aos de doenças que atacam o sistema nervoso.
O estudo cita ainda um aumento significativo nas taxas de morte. Em um grupo acompanhado por médicos na Holanda, homens que usavam estrogênio morriam mais do que homens e mulheres da população geral. As principais causas foram ataque do coração, câncer e suicídio.
Outros problemas observados foram doenças no sistema de defesa do corpo, maior acúmulo de gordura, perda de massa muscular, dificuldade em controlar o açúcar no sangue e aparecimento de tumores. Os casos de câncer mais comuns foram nos seios, tireoide e testículos.
Os autores afirmam que não existem pesquisas longas e bem conduzidas que comprovem os supostos benefícios desse tratamento. Eles apontam falhas em estudos usados para defender o uso do hormônio e alertam que muitos dados foram distorcidos.
O grupo defende mais pesquisas, mais cautela e transparência.
Para os médicos, é preciso proteger os pacientes e tomar decisões baseadas na ciência. Os riscos são altos demais para serem ignorados.
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