Kataguiri pede investigação sobre reembolso para tratamento dentário de Erika Hilton
A representação foi encaminhada à Procuradoria da República no Distrito Federal, que tem atribuição para analisar o caso em primeira instância
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o deputado estadual Guto Zacarias (União) protocolaram, nesta quarta-feira, 25, uma notícia de fato no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a apuração de uma possível prática de improbidade administrativa por parte da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
A representação foi encaminhada à Procuradoria da República no Distrito Federal, que tem atribuição para analisar o caso em primeira instância. Caso o procurador entenda que há indícios de crime, o processo pode ser remetido à Procuradoria-Geral da República para eventual instauração de investigação criminal.
A iniciativa foi motivada pelo reembolso de 24 mil reais solicitado por Erika Hilton à Câmara dos Deputados, referente a uma cirurgia na região do nariz. Segundo declarações públicas da parlamentar, o procedimento teve natureza funcional e estética — sendo que a parte estética teria sido custeada por ela.
Os parlamentares, no entanto, questionam a realização conjunta dos procedimentos — médico e estético — em um mesmo ato cirúrgico, o que levanta dúvidas sobre o real fracionamento dos custos e o efetivo uso de recursos públicos.
“A deputada alega que pagou separadamente a parte estética, mas é, no mínimo, estranho que uma cirurgia de saúde financiada com verba pública seja feita junto de uma intervenção estética. Isso pode ter barateado os custos da cirurgia estética, mascarando o uso de recursos públicos”, aponta o documento apresentado ao MPF.
Kim Kataguiri e Guto Zacarias pedem a instauração de inquérito civil para investigar os fatos, com base no artigo 9º da Lei de Improbidade Administrativa, que trata do uso indevido de verbas públicas em benefício próprio.
Nesta semana, Erika Hilton (PSOL-SP) classificou como ‘invenção’ a informação divulgada pelo site Metrópoles segundo a qual dois maquiadores da deputada federal foram contratados como assessores parlamentares.
Ainda para a parlamentar, tudo não passou de uma vingança de empresários que não digeriram o fato de a PEC do fim do 6×1 ter conseguido o número mínimo de assinaturas na Câmara.
Segundo o Metrópoles, Índy Montiel, contratada em junho deste ano, recebe cerca de R$ 2,1 mil mensais, enquanto Ronaldo Hass, assessor desde maio, tem salário de R$ 9,6 mil por mês. Após a denúncia do portal, a bancada bolsonarista apresentou uma representação junto ao Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar e o deputado Kim Kataguiri (União-SP) pediu a abertura de inquérito por ato de improbidade administrativa.
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Comentários (1)
Fabio B
26.06.2025 14:48Tem outras denúncias também que apontaram, como a empresa de "segurança" que ela contrata que nem registro na PF possui para ser empresa de segurança mesma, ou seja, grandes indícios de ser falcatrua. Essa pessoa gasta todo o mês o máximo possível da cota parlamentar, estilo família bolsonaro mesmo.