“A guerra acabou”
Jay Solomon, repórter investigativo americano, mostra por que especialistas veem ataques EUA-Israel como golpe fatal ao programa nuclear iranian
O jornalista Jay Solomon publicou no portal The Free Press artigo que defende que o Irã perdeu de vez sua capacidade de fabricar a bomba.
“O ataque foi peça central da campanha de 12 dias para destruir, ou ao menos degradar, o programa nuclear iraniano,” escreve Solomon.
A primeira dúvida surgiu de um parecer vazado da inteligência de defesa dos EUA. “Os ataques podem ter atrasado Teerã apenas alguns meses,” sustenta o relatório classificado como “baixa confiança”.
Fontes do alto escalão da inteligência americana, citadas por Solomon, rebatem.
“Os bombardeios conjuntos foram muito mais amplos e eficazes que a análise vazada,” afirma um agente ouvido pelo repórter. Para o ex-subsecretário da Defesa Bing West, “ninguém, em dois dias e olhando uma imagem de satélite, pode medir o estrago de 330 mil libras de explosivos.”
O exame de satélites conduzido pelo ex-inspetor da ONU David Albright reforça a tese da destruição. “Achamos que Fordow está destruída. Achamos que Natanz está destruída,” conclui, ao rastrear a trajetória das bombas que cruzaram túneis e eixos de ventilação.
A Agência Central de Inteligência confirmou a extensão dos danos. “Fontes confiáveis indicam que várias instalações nucleares essenciais foram destruídas e levarão anos para ser reconstruídas,” noticia Solomon, em contraste com reportagens iniciais de CNN americana e New York Times.
Para a Comissão de Energia Atômica de Israel, “os ataques retardaram em muitos anos a capacidade iraniana de construir armas nucleares.”
Ainda assim, persiste o fator crítico: 400 kg de urânio altamente enriquecido cuja localização é incerta.
Enquanto EUA, Israel e AIEA caçam o material e negociam vistorias, Donald Trump ironiza em Haia: “Eles lutaram, a guerra acabou.”
O artigo mostra que, mesmo com dúvidas sobre o paradeiro do urânio, a ofensiva destruiu partes vitais da cadeia nuclear iraniana, alterando o cálculo de risco no Oriente Médio.
Quem é Jay Solomon
Repórter americano de segurança nacional, ex-correspondente do Wall Street Journal, finalista do Pulitzer e autor do best-seller The Iran Wars (2016), Solomon expôs bastidores da diplomacia nuclear e recebeu prêmios da Overseas Press Club e da National Press Foundation.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
26.06.2025 07:09Bom que o pesadelo nuclear para essa região foi afastado