Trump em Haia para cúpula da Otan
O presidente americano foi o único entre os 32 líderes mundiais a desfrutar de um tratamento real: após um jantar no palácio real, Trumo passou a noite no local
A aguardada cúpula da Otan está ocorrendo em Haia. Donald Trump embarcou para lá e fez comentários ambíguos à imprensa.
O presidente americano foi o único entre os 32 líderes mundiais a desfrutar de um tratamento real: após um jantar no palácio real, teve a oportunidade de passar a noite no local.
Ao ser questionado sobre o apoio dos EUA à defesa coletiva da Otan, o presidente americano tergiversou e afirmou que existem diversas definições sobre o assunto, reiterando seu compromisso com a vida e segurança.
Representantes da Otan tentaram minimizar as preocupações causadas pelas declarações de Trump, enfatizando que os fatos são mais relevantes.
Eles reafirmaram que não há indícios de que os Estados Unidos estejam se afastando do artigo 5 da aliança militar, que trata da defesa coletiva, um ponto que será incluído na declaração final a ser aprovada na quarta-feira, 25 de junho.
Ucrânia
O valor desse compromisso de defesa coletiva depende do temor que potenciais adversários, como a Rússia, têm em relação a ele.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy alertou para novas operações militares russas em território da Otan, pedindo ação imediata contra Vladimir Putin.
A Ucrânia continua dependendo fortemente do suporte financeiro e militar dos aliados ocidentais. Os europeus têm se destacado nesse esforço, visto que os EUA não anunciaram novos pacotes de ajuda desde a posse de Trump.
O Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, expressou otimismo ao afirmar que os aliados europeus e o Canadá já prometeram US$ 35 bilhões em ajuda militar à Ucrânia nos primeiros seis meses do ano, um valor consideravelmente superior ao do ano anterior.
Investir ou não na indústria bélica ucraniana?
Zelenskyy também fez um apelo para que parte desses recursos seja direcionada à produção armamentista na Ucrânia, destacando que seu país possui capacidades produtivas avaliadas em US$ 35 bilhões, embora careça de financiamento adequado para 40% desse montante.
O presidente ucraniano argumentou que fortalecer a indústria bélica local beneficiaria também a segurança europeia.
Ele ressaltou que as armas fabricadas na Ucrânia contribuirão para um sistema de defesa europeu mais robusto.
Contudo, diplomatas da Otan advertiram que um aumento desmedido da capacidade industrial ucraniana poderia ter consequências adversas caso essas instalações caíssem sob controle russo no futuro.
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