O que pensa o provável futuro prefeito do “Novaiorquistão”
Favorito da esquerda em Nova York se nega a reconhecer massacres nazistas e defende slogan adotado por grupos terroristas
Zohran Mamdani, deputado estadual socialista e principal nome da esquerda radical na disputa pela prefeitura de Nova York, voltou a gerar controvérsia às vésperas da eleição ao justificar publicamente o uso da expressão “globalize a intifada” e por se recusar, desde 2021, a apoiar moções legislativas que lembram o extermínio de judeus no Holocausto.
Em entrevista a um podcast, Mamdani declarou que a frase usada historicamente por grupos terroristas para incitar violência contra civis judeus seria, em sua visão, “um apelo à solidariedade global com os direitos dos palestinos”.
Tentou amparar a afirmação em um suposto uso da palavra “intifada” pelo Museu do Holocausto dos Estados Unidos ao descrever a Revolta do Gueto de Varsóvia.
A instituição desmentiu com veemência, afirmou nunca ter empregado o termo e acusou o candidato de tentar “limpar” um discurso marcado pela violência antissemita.
As declarações reforçaram o histórico de Mamdani no Legislativo estadual.
Entre 2021 e 2025, ele se absteve de assinar todas as moções anuais apresentadas na Assembleia de Nova York em memória das vítimas do Holocausto.
Também recusou endosso à moção que marcou os 77 anos da criação de Israel.
Segundo seu gabinete, trata-se de uma política interna de não coassinar textos enviados por e-mail. A justificativa foi considerada insuficiente por parlamentares judeus e por lideranças comunitárias, que apontam um padrão de hostilidade deliberada.
Nos últimos dias, vieram à tona ainda publicações de Mamdani feitas em 2013, quando atacou o ex-presidente Barack Obama, então no exercício do cargo.
Em uma delas, escreveu: “o menor dos males ainda é bastante malvado”.
Em outra, acusou Obama de mentir após os vazamentos de Edward Snowden sobre espionagem interna. Também expressou apoio ao próprio Snowden, foragido nos Estados Unidos e asilado na Rússia.
A trajetória política de Mamdani inclui propostas polêmicas, como o fim dos testes toxicológicos em mães e bebês sem autorização por escrito, a proibição de denúncias anônimas de abuso infantil e instruções formais para que assistentes sociais informem pais investigados sobre como não cooperar com o Estado.
Ainda assim, Mamdani conta com apoio robusto entre jovens eleitores, movimentos de extrema-esquerda e parte da comunidade imigrante.
Com aval de Alexandria Ocasio-Cortez e da ala socialista do Partido Democrata, derrotou nomes tradicionais como Andrew Cuomo nas prévias municipais e tenta consolidar a vitória em meio à polarização.
Se vencer, o “Novaiorquistão” terá pela primeira vez um prefeito alinhado ao discurso antissemita, defensor do boicote a Israel e proponente de uma agenda legislativa que inverte os consensos históricos da cidade mais judaica do Ocidente.
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“EUA vencem no Irã, mas perdem nas manchetes” https://oantagonista.com.br/analise/eua-vencem-no-ira-mas-perdem-nas-manchetes/
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Comentários (2)
Marcia Elizabeth Brunetti
25.06.2025 08:17Que essa probabilidade de vencer não ultrapasse as pesquisas. Um “assassino potencial” gerenciando Nova Iorque é inaceitável !
Carlos Renato Cardoso Da Costa
25.06.2025 07:39Não vencerá.