Médico de Matthew Perry vai se declarar culpado por morte do ator de ‘Friends’
Astro lutou contra o vício em medicamentos e álcool, mas faleceu em outubro de 2023; médico e assistente enfrentam acusações
Salvador Plasencia, o médico apontado como fornecedor de cetamina ao astro, pretende se declarar culpado pela distribuição da substância, o que pode resultar em uma pena máxima de 40 anos de prisão federal. A informação foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última segunda-feira,16.
Desdobramentos legais e envolvimento de outros acusados
Plasencia se prepara para assumir a responsabilidade por quatro acusações de distribuição de cetamina, uma droga que foi determinante no desfecho trágico da vida de Perry. Embora a cetamina que diretamente causou a morte do ator não tenha sido fornecida por ele, o médico é acusado de ter desempenhado um papel central no esquema.
Segundo documentos da promotoria, ele recebia a droga de outro médico, Mark Chavez – que já se declarou culpado em outubro por conspirar para distribuir a cetamina ao ator – e a injetava em Perry ou a entregava ao assistente da estrela.
No total, Plasencia distribuiu aproximadamente 20 frascos de cetamina ao ator em cerca de quinze dias no outono de 2023, com um custo de revenda significativamente superior ao de aquisição.
Além dos médicos, outros envolvidos no caso incluem Jasveen Sangha, uma traficante conhecida como a “rainha da cetamina”, e o assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa, além de um intermediário, Eric Fleming, que também enfrentam ou aceitaram acusações.
A luta de Matthew Perry contra o vício e a causa da morte
Matthew Perry foi encontrado inconsciente em sua banheira de hidromassagem em Los Angeles, no dia 28 de outubro de 2023. A autópsia determinou que a causa de sua morte foram os “efeitos agudos da cetamina”. Embora o ator utilizasse a cetamina como parte de uma terapia supervisionada para recuperação do vício, ele voltou a usá-la de forma descontrolada em 2023. Investigadores indicam que essa recaída o levou a cair nas mãos de traficantes de drogas e médicos “sem escrúpulos”.
Perry lutou por anos contra o vício em medicamentos e álcool, tendo passado por 65 internações em clínicas de reabilitação, o que lhe custou mais de 9 milhões de dólares. Ele documentou sua longa batalha em sua autobiografia, de 2022, “Friends, Lovers and the Big Terrible Thing”, na qual chegou a dizer que “já deveria estar morto”.
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