Netanyahu agradece a Trump por “estar ao lado” de Israel
Premiê israelense afirmou ter tido uma "conversa muito calorosa" com o presidente dos EUA, em meio à guerra com o Irã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu nesta quarta-feira, 18, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “estar ao nosso lado” no conflito contra o Irã.
“Estamos em comunicação constante, inclusive ontem à noite: tivemos uma conversa muito calorosa”, disse em vídeo publicado em seu perfil oficial no X.
Netanyahu, porém, reconheceu que Israel está sofrendo “muitas perdas”.
“Mas vemos que a frente interna é forte, o povo está firme e Israel está mais forte do que nunca”, acrescentou.
Ao ser questionados por repórteres, Trump se recusou a dizer se irá ordenar um ataque às instalações nucleares iranianas, mas confirmou conversar diariamente com o premiê israelense.
“Posso fazer. Posso não fazer. Ninguém sabe o que vou fazer”, afirmou nesta quarta, 18.
“Falo com ele todos os dias. Ele é um bom homem, está fazendo muita coisa”, acrescentou.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse nesta quarta que as Forças Armadas dos EUA estão “preparadas para executar” qualquer decisão que Trump possa tomar em questões de guerra e paz.
“Se e quando essas decisões forem tomadas, o Departamento [de Defesa] estará preparado para executá-las”, afirmou Hegseth ao Comitê de Serviços Armados do Senado.
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Haverá ataque?
Embora tenha passado os primeiros meses de seu mandato tentando reprimir um ataque de Israel contra o Irã, Trump começou a considerar “seriamente”, conforme o New York Times, a possibilidade de enviar as Forças Armadas americanas para o combate.
Segundo o jornal, Trump poderia “enviar aeronaves americanas para ajudar a reabastecer os jatos de combate israelenses e tentar destruir a instalação nuclear subterrânea do Irã em Fordo com bombas de 13.667 kg”.
A iniciativa, seguiu o jornal, “marcaria uma reviravolta impressionante de sua oposição, de apenas dois meses atrás, a qualquer ação militar enquanto ainda houvesse uma chance de uma solução diplomática”.
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