Jornalista Cícero Sandroni, imortal da ABL, morre aos 90 anos
O escritor, que ocupava a cadeira 6 da ABL, morreu em casa em função de um choque séptico causado por infecção urinária
O jornalista Cícero Sandroni (foto), membro da Academia Brasileira de Letras, morreu nesta terça-feira, 17, aos 90 anos.
O imortal, que ocupava a cadeira 6 da ABL, morreu em casa em função de um choque séptico causado por infecção urinária.
Ele também sofria de mal de Alzheimer.
Sandroni deixa a esposa Laura Constância Austregesilo de Athayde, cinco filhos e um neto.
O velório será realizado em 18 de junho, a partir das 10h, na sede da Academia Brasileira de Letras.
Quem foi Cícero Sandroni
Cícero Sandroni nasceu em Guaxupé, no sul de Minas Gerais, em 1935.
Jornalista e escritor, ele iniciou sua carreira em 1954 na Tribuna da Imprensa, passando por veículos como Correio da Manhã, Jornal do Brasil e O Globo.
O imortal foi colunista político, crítico de cinema e editor de suplementos culturais, além de liderar projetos editoriais como a revista Ficção.
Em 1960, Sandroni participou da cobertura da inauguração de Brasília e assumiu a Secretaria de Imprensa da prefeitura do Distrito Federal em 1961.
Durante o regime militar, ele trabalhou na Tribuna da Imprensa e na revista O Cruzeiro.
Em 1976, coordenou o Manifesto dos Mil, contra a censura a livros.
Imortal
Autor de diversos livros, como O diabo só chega ao meio-dia (1985), Cosme Velho (1999) e O peixe de Amarna (2003), além de O século de um liberal (1998), que escreveu com a esposa Laura sobre a vida e a obra do sogro Austregésilo de Athayde, Sandroni foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2003, ocupando a cadeira número 6 deixada por Roberto Marinho.
Ele presidiu a instituição entre 2008 e 2009.
“Sandroni foi uma das grandes referências da cultura e do jornalismo no país, e terá sua trajetória sempre reconhecida e celebrada pela Academia Brasileira de Letras”, afirmou a ABL ao lamentar a morte do escritor.
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