Irã tem ‘segunda chance’ para acordo antes que ‘não reste nada’, diz Trump
Presidente dos EUA volta a pressionar regime iraniano por acordo nuclear
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã por um acordo nuclear, mesmo após Israel intensificar os ataques contra alvos iranianos.
Em publicação nas redes sociais, o republicano disse considerar o momento como uma “segunda chance” para Teerã evitar mais destruição “antes que não reste nada e salvar o que antes era conhecido como Império Iraniano”.
Trump se reuniu com sua equipe em um gabinete de crise na sexta-feira, 13, em meio aos bombardeios israelenses às instalações nucleares do Irã.
“Há dois meses, dei ao Irã um ultimato de 60 dias para ‘fechar um acordo’”, escreveu o presidente na Truth Social. “Eles deveriam ter feito isso! Hoje é o 61º dia. Eu disse a eles o que fazer, mas eles simplesmente não conseguiram. Agora, talvez, tenham uma segunda chance!”
Segundo a Casa Branca, os EUA não participaram diretamente dos ataques, mas Trump afirmou que o arsenal usado por Israel foi fornecido por Washington e mirou cientistas, autoridades e instalações-chave, como a de Natanz.
Apesar dos ataques, Trump disse que ainda há espaço para uma solução diplomática.
“Seria muito pior do que qualquer coisa que eles conhecem, antecipam ou foram informados”, escreveu, ao afirmar que os EUA fabricam o “melhor e mais letal equipamento militar do mundo, DE LONGE”, que está nas mãos de Israel “com muito mais por vir — e eles sabem como usá-lo”.
“Agimos com força para eliminar dupla ameaça”
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou em vídeo divulgado neste sábado, 14, que Israel está em uma “batalha crucial pela existência” e prometeu novos ataques contra o Irã, incluindo sobrevoos na capital Teerã.
A operação é batizada de “Am Kelavi” (“O povo leão se erguerá”). Segundo Netanyahu, a ofensiva tem como objetivo neutralizar a “dupla ameaça” representada pelo programa nuclear e pelos mísseis balísticos do Irã.
O premiê também afirmou que Israel já atingiu “duramente” as instalações de enriquecimento de urânio e de conversão nuclear iranianas, além de ter eliminado cientistas ligados ao programa atômico do país persa. Ele advertiu que o que o Irã sentiu até agora “é nada comparado ao que sentirá em breve”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)