Ataque ao Irã está sendo amplamente apoiado pelos israelenses
"Quando se trata da segurança do povo israelense frente aos nossos inimigos, somos um povo com uma missão", declarou o líder oposicionista Yair Lapid
Israel atacou principalmente a instalação nuclear de Natanz e eliminou altos oficiais das Forças Quds da Guarda Revolucionária.
De acordo com fontes militares israelenses, mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea iranianos foram destruídos durante a ofensiva.
As autoridades militares afirmaram que todos os cerca de 200 pilotos envolvidos retornaram em segurança. A operação foi considerada uma grande vitória, surpreendendo Teerã.
Israel classifica esses ataques como uma medida preventiva diante dos avanços acelerados do programa nuclear iraniano.
As autoridades destacam que não havia alternativa senão agir para neutralizar uma ameaça existencial, uma vez que o Irã estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica.
A possibilidade de um conflito regional envolvendo os Estados Unidos não pode ser descartada, e a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está sendo amplamente apoiada pela população.
Embora os israelenses permanecem calmos, dias incertos aguardam o país e as autoridades governamentais e especialistas em segurança em Israel manifestam apreensão.
Netanyahu alertou os cidadãos na manhã de sexta-feira, 13 de junho, sobre a possibilidade de terem que se resguardar em abrigos por vários dias.
O Irã ainda possui centenas de mísseis balísticos e espera-se que responda com força ao ataque israelense.
Como será a resposta iraniana?
Especialistas israelenses prevêem que o Irã retaliará em breve com um arsenal muito maior do que os 100 drones lançados na manhã do ataque.
Raz Zimmt, especialista em questões iranianas, questiona se os Estados Unidos poderão permanecer fora desse conflito: “Não sei se os EUA conseguirão evitar se envolver”, afirmou ele.
Se os EUA decidirem intervir ativamente, o Irã poderá optar por atacar bases americanas na região. Por enquanto, Zimmt acredita que o foco iraniano estará apenas em alvos israelenses.
Após o ataque anterior do Irã em outubro, estimou-se que o país ainda possuía cerca de 2.000 mísseis balísticos.
Desde então, a produção desses armamentos teria sido acelerada, com cerca de 50 novos mísseis fabricados mensalmente.
Embora Israel tenha destruído várias rampas de lançamento e mísseis, Zimmt alerta: “O Irã é um país extenso”; ele ressalta que é impossível eliminar a maior parte do arsenal missilístico iraniano, pois eles estão distribuídos em túneis ao longo do território.
No último ataque do Irã contra Israel em outubro, muitos dos mísseis foram interceptados, inclusive com auxílio americano. Contudo, um ataque mais substancial pode sobrecarregar os sistemas defensivos israelenses.
EUA
O recente ataque ao Irã provavelmente prolongará a incerteza sobre o futuro das negociações nucleares entre Washington e Teerã.
Não está claro se essa ofensiva foi coordenada com os Estados Unidos. Em sua rede social Truth Social, Donald Trump comentou que ofereceu ao Irã diversas oportunidades para firmar um acordo nuclear e classificou as ações israelenses como “excelentes”, prevendo novos ataques pela frente; no entanto, não quis comentar sobre a participação americana nos ataques.
Segundo Trump, o Irã precisa chegar a um acordo antes que nada reste do que foi conhecido como “império iraniano”.
Apoio interno
No cenário interno israelense, Netanyahu se fortalece com esta ação militar. Uma pesquisa recente indicou que cerca de 50% da população apoia um ataque israelense ao Irã mesmo sem respaldo americano.
O sucesso preliminar da operação pode reforçar a ideia entre os israelenses de que Netanyahu tomou a decisão certa.
Até mesmo a oposição israelense, que recentemente tentava destituir Netanyahu na Knesset, manifestou apoio ao primeiro-ministro.
O líder oposicionista Yair Lapid declarou em artigo para o “Times of Israel” que atacar o Irã era uma necessidade: “Quando se trata da segurança do povo israelense frente aos nossos inimigos, somos um povo com uma missão”.
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