Herdeiro do trono convoca militares e diz que guerra “não é do povo iraniano”
Reza Pahlavi pede organização popular para derrubar o regime e reforça que não busca restaurar a monarquia
Reza Pahlavi, filho mais velho do último xá do Irã e hoje principal figura da oposição em exílio, fez nesta sexta, 13, uma série de declarações incisivas contra o regime da República Islâmica e seu líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Em mensagem publicada em persa em suas redes sociais, o herdeiro afirmou:
“Ali Khamenei, o líder irresponsável do regime anti-iraniano da República Islâmica, mais uma vez envolveu nosso país em uma guerra. Essa não é a guerra do Irã, nem do povo iraniano. É a guerra da República Islâmica e de Khamenei.”
Pahlavi apelou às forças armadas, policiais e serviços de inteligência do Irã:
“Minha mensagem às forças militares, policiais e de segurança é clara: este regime e seus líderes corruptos e incompetentes não valorizam suas vidas nem o futuro do nosso Irã. Afastem-se deles e juntem-se ao povo.”
O herdeiro exilado do trono classificou a situação como “uma batalha entre a nação iraniana e o regime destrutivo” e defendeu protestos em massa e greve geral como instrumentos para a derrubada do governo teocrático instalado em 1979.
Reza Pahlavi vive exilado desde a queda da monarquia, atualmente nos Estados Unidos.
Embora tenha se proclamado “Reza Xá II” ainda jovem, ele afirma publicamente que não deseja reassumir o trono.
Sua proposta é uma transição democrática, com o estabelecimento de uma república laica e um referendo popular para definir o novo sistema político.
O herdeiro publicou uma segunda mensagem dirigida à população iraniana dentro e fora do país, chamando à organização local e união política:
“Compatriotas combatentes e amantes da liberdade, vocês, com sua presença gloriosa nas ruas do Irã e ao redor do mundo, iniciaram uma nova fase da nossa revolução nacional.”
“O que tornou esta revolução mais forte e abrangente, apesar da brutal repressão, foi a determinação inquebrantável de vocês, um povo consciente e corajoso.”
Ele pediu que cada casa, rua e cidade se transforme em base de resistência e conclamou a diáspora a pressionar representantes estrangeiros para impor sanções ao regime islâmico. E advertiu:
“Não permitam que dividam vocês por crença, religião, gênero, etnia, idioma, lugar de moradia ou idade. Somos uma nação, e o futuro governo nacional do Irã será de todos os iranianos.”
Encerrando a mensagem, usou imagem simbólica:
“O fênix do Irã renasceu das cinzas. A revolução nacional vencerá, e a liberdade voará novamente sobre o céu iraniano.”
Reza Pahlavi tenta consolidar-se como figura de unidade e legitimidade em meio à fragmentação da oposição iraniana.
Suas falas buscam ampliar o apoio popular e internacional a uma saída democrática que exclua tanto a atual teocracia quanto o retorno ao modelo monárquico.
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