Governo Lula estuda medidas contra Israel, diz Celso Amorim
Desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, no final de 2023, Lula tem criticado abertamente as ações do governo israelense
O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, se reuniu nesta quarta-feira, 11 de junho, no Palácio do Planalto, com deputados e representantes da sociedade civil para discutir a atual situação entre Israel e Gaza.
Durante o encontro, Amorim destacou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva está considerando a implementação de medidas contra Israel, particularmente em relação às relações militares.
Amorim mencionou que a conversa sobre este assunto ocorreu previamente com o presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
As informações foram reveladas pela Coluna do Estadão. O assessor descreveu a ofensiva militar de Israel em Gaza como “a maior barbárie que já testemunhou”.
Ele também alertou que um rompimento total das relações com Israel apresentaria desafios significativos e poderia dificultar a assistência a cidadãos brasileiros na região.
Entre os participantes da reunião estava a deputada Natália Bonavides (PT-RN), que enfatizou a necessidade de ações concretas, incluindo sanções fundamentadas no direito internacional, para interromper o que ela classificou como genocídio.
Amorim ainda ressaltou que o presidente Lula tem se mostrado “muito claro” em suas declarações ao rotular a atuação israelense durante o conflito como genocídio.
Desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, no final de 2023, Lula tem criticado abertamente as ações do governo israelense.
Lula X Israel
Em uma declaração recente, Lula comentou: “(Israel) vem dizer que é antissemitismo. Precisa parar com esse vitimismo e saber o seguinte: o que está acontecendo na Faixa de Gaza é um genocídio. É a morte de mulheres e crianças que não estão participando de guerra”.
Essa afirmação foi uma resposta à Embaixada de Israel no Brasil, que criticou Lula por acreditar em desinformação proveniente do Hamas sobre o conflito.
Dois dias antes dessa declaração, o presidente havia afirmado: “O que estamos vendo é um exército altamente militarizado matando mulheres e crianças. Isso não é uma guerra, é um genocídio”.
Nessa mesma ocasião, Lula leu uma nota oficial do Itamaraty que condenava os planos de Israel para a construção de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, anunciados no dia 29 do mês passado.
O ministério expressou sua desaprovação ao plano nos “mais fortes termos”, destacando sua “flagrante ilegalidade sob a perspectiva do direito internacional”.
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